Nova tarifa de 12,5% dos EUA contra Brasil
Brasília, Quarta, 22 de julho de 2026
Economia

Nova tarifa de 12,5% dos EUA contra Brasil deve ser anunciada na sexta

Nova cobrança pode se somar aos 25% já anunciados pelos Estados Unidos

Nova tarifa de 12,5% dos EUA contra Brasil deve ser anunciada na sexta
Foto: Alexa/Pixabay

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Por Redação

O ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Márcio Elias Rosa, afirmou ontem (21) que os EUA devem anunciar na próxima sexta (24) a tarifa adicional de 12,5% sobre o Brasil e outros 59 países por falha “em impor uma proibição à importação de bens produzidos com trabalho forçado”.

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A medida definirá se a nova tarifa será cobrada de forma adicional aos 25% já anunciados pelos Estados Unidos sobre produtos industriais brasileiros na semana passada.

Segundo o ministro, o governo federal aguardará a decisão de Washington antes de definir os próximos passos nas negociações e possíveis medidas de resposta.

“Vamos aguardar, porque temos na sexta-feira um momento decisivo e no dia 29 outro momento decisivo quando entram em vigor os 25% para os bens que estão em trânsito. Vamos passar a ter um outro momento para tomar decisão”, afirmou à imprensa.

A tarifa de 12,5% substituiria a taxa geral de 10%, cuja aplicação foi suspensa pela Justiça americana. O governo brasileiro ainda espera a decisão dos Estados Unidos sobre a aplicação da nova alíquota em relação à tarifa de 25% anunciada anteriormente.

“Estamos na expectativa de saber se eles [12,5%] serão cumulativos com os 25% [anunciados na semana passada] ou não. Conseguimos, quando saiu a decisão dos 25%, excluir a outra seção e não houve a acumulação. Agora, só saberemos na sexta-feira. A partir daí, é que se desvenda um novo cenário”, acrescentou o ministro.

A sobretaxa relacionada ao trabalho forçado não é direcionada apenas ao Brasil. A medida também envolve outros 59 países e a União Europeia. Em relatório preliminar divulgado em 3 de junho, o Escritório Comercial dos Estados Unidos (USTR) recomendou tarifas adicionais contra países que, segundo o órgão, não aplicam de forma efetiva uma proibição à importação de bens produzidos com trabalho forçado.

Para o Brasil e outros 53 países, a taxa sugerida pelo USTR foi de 12,5%. Canadá, Equador, Indonésia, México, Paquistão e União Europeia teriam uma cobrança de 10%.

A estimativa da ApexBrasil é que a medida poderá atingir US$ 10,8 bilhões em exportações brasileiras caso o relatório inicial seja mantido.

Desse total, US$ 7,2 bilhões em vendas externas, equivalentes a 19,2% do total exportado pelo Brasil aos EUA em 2025, também estão submetidos à tarifa de 25% relacionada à investigação sobre supostas práticas comerciais desleais. A medida alcançaria 2.375 produtos.

Outros US$ 3,6 bilhões em exportações, que representam 9,44% do total, seriam afetados pela tarifa de 12,5% sobre trabalho forçado, mas ficariam fora da sobretaxa de 25%. Nesse grupo, estão 441 produtos exportados.

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