Governo vai usar reciprocidade contra EUA 'quando for necessário', diz ministro
Brasília, Quarta, 22 de julho de 2026
Economia

Governo vai usar reciprocidade contra EUA ‘quando for necessário’, diz ministro

"O Brasil tem esse instrumento, vai usar esse instrumento, mas quando for adequado, quando for necessário"

Márcio Elias Rosa - Governo vai usar reciprocidade contra EUA 'quando for necessário', diz ministro
Foto: Fabio Rodrigues-Pozzebom/Agência Brasil

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Por Redação

O ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Márcio Elias Rosa, afirmou nesta manhã (22) que o Brasil poderá adotar a Lei da Reciprocidade contra os EUA em resposta à tarifa de 25% aplicada sobre produtos brasileiros. No entanto, segundo ele, a decisão será tomada com cautela e apenas “quando for necessário”.

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“Gosto de dizer que se você for adotar a reciprocidade, você precisa ferir o adversário, não apenas irritá-lo, porque senão você perde o controle, o domínio da negociação. O Brasil tem esse instrumento, vai usar esse instrumento, mas quando for adequado, quando for necessário”, afirmou Rosa em entrevista à Rádio Bandeirantes.

A Lei de Reciprocidade Econômica permite que o governo brasileiro aplique contramedidas contra ações unilaterais de outros países ou blocos econômicos que prejudiquem a competitividade nacional. Entre as possibilidades estão restrições comerciais e a suspensão de direitos de propriedade intelectual.

A declaração ocorre após a entrada em vigor da nova tarifa dos EUA, que deve atingir US$ 7,2 bilhões em exportações brasileiras. O ministro afirmou que Brasil e Estados Unidos realizaram mais de 30 reuniões ao longo de 30 dias para discutir os termos da medida, mas avaliou que a decisão americana não refletiu as negociações feitas entre os países.

“O Brasil negociou, foram mais de 30 reuniões. Em todas as reuniões alguma proposta e alguma discussão. Mas é difícil demover quando a outra parte tem dificuldade para se conectar com a realidade”, disse.

Segundo dados de 2025, as exportações brasileiras para os EUA somaram US$ 38 bilhões. Com base nesse valor, a Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (ApexBrasil) estima que o impacto da tarifa de 25% alcance US$ 7,2 bilhões, equivalente a 18,9% das vendas brasileiras ao mercado americano.

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