Votação da nova Lei do Impeachment fica para 2026
Brasília, Quarta, 03 de junho de 2026
Política

Votação da nova Lei do Impeachment fica para 2026

Congresso aprovou reajuste que eleva salários acima do teto
Foto: Senado Federal

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Por Gianlucca Gattai

Jornalista político e assuntos internacionais.

Proposta ganhou força após liminar de Gilmar contra impeachment de ministros do STF

A CCJ do Senado adiou para 2026 a análise do projeto que atualiza a Lei do Impeachment. O relator, Weverton Rocha (PDT-MA), pediu mais tempo para ajustar o parecer, que seria lido na manhã de hoje (10).

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A proposta, de Rodrigo Pacheco (PSD-MG), ganhou força após liminar de Gilmar Mendes, que restringiu à PGR a possibilidade de apresentar pedidos de impeachment contra ministros do STF.

A decisão do decano foi interpretada por diversos parlamentares como interferência nas prerrogativas do Congresso Nacional.

Weverton afirmou que ainda há pontos sensíveis a calibrar no relatório, especialmente nas tipificações que envolvem Forças Armadas, Ministério Público e outros agentes públicos. Segundo ele, o próprio Pacheco sugeriu um debate amplo sobre o texto antes de sua retomada na comissão.

O relatório abrange não apenas o impeachment de ministros do STF, mas também de presidente da República, vice, ministros de Estado, procurador-geral da República, advogado-geral da União, integrantes do CNJ e do CNMP.

A proposta inclui ainda regras para responsabilização de membros das Forças Armadas, ministros de tribunais superiores — como STJ e STM —, ministros do TCU, governadores, vice-governadores, secretários estaduais, prefeitos, vice-prefeitos, desembargadores e outras autoridades.

“Portanto, não é brincadeira”, afirmou Weverton. “Queria pedir a compreensão, foi sugerida uma sessão de debates, para que, na volta do recesso, volte para a CCJ e em seguida vote. Sair dessa questão de discutir lei por causa de liminar. Não dando motivo para dizerem que fizemos de afogadilho, para atender governo A ou B”, destacou o parlamentar.

À CNN Brasil, o relatou já adiantou, em entrevista recente, que o seu texto não permitirá a apresentação individualizada do pedido de impeachment: “O pedido de impeachment não vai ser individualizado como é hoje para qualquer autoridade… Tem que ter critérios mínimos e representativos para que você possa pedir um pedido de impeachment”.

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