Deputado nega articulação com Tarcísio, Ratinho Jr. e Zema
Em entrevista ao ALive nesta terça-feira (16), o deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG) defendeu a pré-candidatura de Flávio Bolsonaro à Presidência. Também negou que tenha Ratinho Jr. como alternativa para a disputa de 2026.
Segundo Nikolas, a escolha de Jair Bolsonaro por Flávio “não é somente pelo peso do nome Bolsonaro, mas também, é, pela escolha de quem ele mais confia”: “Essa lealdade agora é um ponto muito importante que obviamente, acredito que o Bolsonaro não tenha ninguém que ele confie mais do que, é, os próprios filhos”.
Ele destacou ainda que pesquisas “têm apontado o Flávio, inclusive à frente, até mesmo do Tarcísio e fazendo aí, é, uma competição, é, até surpreendente contra, contra o Lula”.
O deputado afirmou que acredita que Flávio “não desistirá da candidatura” e ressaltou que o senador “tem se demonstrado extremamente empolgado”. Ele comentou que o anúncio da pré-candidatura “realmente pegou a todos de surpresa” e lembrou o sentimento inicial de muitos: “Olha, será que ganha”, né? “Será que… ah, porque a gente não pode perder, né?”, “A gente não aguenta mais quatro anos de PT”.
Nikolas reforçou que esse receio é natural, mas destacou que Flávio “tem se demonstrado empolgado, tem se demonstrado, inclusive, bastante preparado” e lembrou que o próprio senador se apresenta como um “Bolsonaro mais moderado”.
Ao comentar sobre Ratinho Jr., Nikolas afirmou que conversou com ele “uma vez na vida” e que não há qualquer articulação com outros candidatos: “Não tem nenhum tipo de articulação com nenhum candidato à Presidência da República, nem Tarcísio, nem Ratinho Júnior, nem Zema, nem nada”.
O parlamentar concluiu destacando que “tem muita água pra rolar ainda” e reforçou que mudanças políticas podem ocorrer, mas que a prioridade é impedir que “o PT vença as eleições ano que vem”.
Nikolas também comentou sobre o papel da juventude no país: “É preciso colocar ‘panos quentes em cima dessa coisa de que o jovem é a esperança do país’: ‘Afinal de contas, vocês [mais velhos] têm muito mais experiência, muito mais dores, muito mais alegrias e tempo do que nós. E o que nós temos que fazer é que nós precisamos aprender com, com, com os erros do passado, olhar para o presente pra fazer diferente e olhar pro futuro e saber que a gente não tem o luxo de errar nesse exato momento'”.
Ele criticou a falta de “consciência política” do jovem brasileiro, que “acaba se preocupando com o final de semana e esquece da eternidade”: “A partir do momento em que, durante o voto, ele troca essa importância desse voto por uma picanha, por uma promessa de cerveja, é, por ter ali um, um dinheiro ali na conta, é, enfim, ele tá trocando literalmente, é, o futuro dele por um presente que logo, logo vai passar”.
Nikolas disse que vem preparando, “de forma praticamente que invisível nos bastidores”, uma conscientização política dos jovens: “A gente tem feito isso (…) pra que a gente tenha grupos ainda maiores de jovens que consigam reverberar [consciência política] em todo o Brasil”.
Ele defendeu que a direita precisa de “meios de ação” para essa conscientização: “A gente não tem as universidades, então acaba que o jovem tem a internet, ele conhece ali a direita, mas quando chega na universidade, eu sou prova disso, são cinco anos ininterruptos de– não é doutrinação só ideológica, é uma manipulação de comportamento do tanto que você vê que os universitários da Europa e de esquerda têm o mesmo modus operandi do que os brasileiros, do que os norte-americanos”.
“Falta isso, falta direita pegar os meios de ação, criar uma militância organizada e pode ter certeza, quando eu ver que isso for possível de realizar (…) pode ter certeza que eu vou ser o primeiro a dar a cara a tapa e a gente realizar o tão famigerado desobediência civil que o Olavo trazia e pouca gente entende”, acrescentou.
Ele também defendeu que milionários e bilionários de direita apoiem financeiramente canais de notícias independentes e conservadores: “Eles só não colocam dinheiro em caras como você [Claudio Dantas], em outros jornalistas né, que são independentes, mas eles também deixam de colocar dinheiro em campanhas de políticos que, que são, é, gente que vai defender os interesses dele, não somente os interesses dele, os interesses do Brasil e mais, não só não colocam dinheiro em gente boa, mas coloca dinheiro em gente chapa branca”.
Por fim, o deputado criticou a comunicação da direita brasileira: “A gente muitas das vezes tem a faca e o queijo na mão e a gente perde a oportunidade por uma ânsia, por ser, é, muito reativo e não ter realmente planejamento”, afirmou.
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