Nikolas diz que sofre “ataque unilateral” de Eduardo Bolsonaro
Brasília, Quarta, 03 de junho de 2026
Política

Nikolas diz que sofre “ataque unilateral” de Eduardo Bolsonaro

Deputado afirma que não há briga e defende estratégias diferentes na pré-campanha de Flávio

Nikolas Ferreira
Foto: Kayo Magalhães/Câmara dos Deputados

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Por Redação

O deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG) afirmou que não há conflito com Eduardo Bolsonaro e disse ser alvo de “ataque unilateral” do ex-deputado. A declaração foi feita em entrevista ao jornal O Globo, em meio a cobranças por apoio à pré-campanha de Flávio Bolsonaro à Presidência.

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Segundo Nikolas, ele não iniciou confrontos e mantém alinhamento com as ideias defendidas pelo ex-presidente Jair Bolsonaro.

“Eu nunca fomentei nenhuma briga. A pergunta que tem que ser colocada é: o que eu já fiz? Porque uma briga são dois. Isso não é uma briga, é um ataque unilateral. Qual post meu eu tenho atacando filho, esposa ou o próprio Bolsonaro? Pelo contrário, eu sou extremamente leal às ideias que o Bolsonaro carrega. Ele mesmo, na última vez que nos encontramos, falou: ‘Fique em paz, estou contigo’. Mas infelizmente tem alguns que se acham mais Bolsonaro do que o próprio Bolsonaro”, afirmou.

O deputado também comentou a condução da pré-campanha de Flávio Bolsonaro. Ele disse que a campanha deve ser “inteligente” e que cada integrante tem um papel diferente na estratégia.

“A campanha tem que ser inteligente. Assim como o Flávio disse, e eu repito, cada um tem um papel. O time não é feito só de zagueiro, só de atacante. Cada um tem um papel e eles se complementam, o que eu acho que para alguns é difícil de compreender.”

Nikolas afirmou que o foco deve ser convencer novos eleitores e apresentar as ideias associadas ao nome do candidato. Segundo ele, alcançar quem ainda não decidiu o voto é a parte mais difícil do processo.

“A gente precisa convencer as pessoas não somente com o nome, mas com as ideias que aquele nome carrega. O que o Flávio representa? Segurança pública, corte de tributo. Você não vai ver nenhum vídeo meu falando no final: ‘Então me segue aí’. Eu não preciso. Eu preciso que as pessoas compreendam aquilo que eu carrego. O que agrega mais? Você falar para os que já vão votar com o Flávio ou você alcançar outras pessoas? Pregar para convertido é mais simples. Agora, alcançar aqueles que ainda não foram convencidos a votar no Flávio é o trabalho mais difícil.”

Ao comparar a atuação política com posições em campo, Nikolas disse que seu papel é de “atacante” e criticou a cobrança por uniformidade na campanha. Ele afirmou que diferentes funções são necessárias e que nem todos devem adotar a mesma estratégia.

“Muitos acabam ficando muito focados em fazer a manutenção da base, o que eu também acho importante. Não tem problema o cara falar sobre o Flávio todos os dias, desde que ele não fale que a minha estratégia esteja errada.”

Segundo o deputado, é positivo quando diferentes funções se complementam dentro da campanha.

“É errado o zagueiro fazer gol? Não, vai ser ótimo. Mas concorda que o papel dele, na maioria das vezes, vai ser a defesa? Meu papel é atacar. Eu posso alguma vez roubar a bola? Posso. Mas meu papel é de atacante.”

Ele também afirmou que há resistência a estratégias distintas dentro do grupo político.

“O problema é quando querem que todo mundo faça campanha da mesma forma. Tem alguns que se tornaram experts em afastar as pessoas. A gente não vai contribuir com uma campanha descartando quem não concorda 100% com a gente.”

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