Advogado do Trump Media aponta expectativa cautelosa e destaca interlocução de Marco Rubio
O advogado Martin De Luca, do Trump Media, afirmou nesta terça-feira (07), no programa Alive, apresentado por Claudio Dantas no YouTube, que as negociações entre os governos de Donald Trump e Lula seguem um caminho cauteloso.
Segundo Martin, desde o anúncio de tarifas em julho, houve sanções sobre Alexandre de Moraes, sobre holdings e sobre outras autoridades brasileiras, além de revogação de vistas de ministros do STF.
De Luca destacou que, no início das negociações, o governo brasileiro teria demonstrado otimismo com o aumento de pesquisas, seguido por frustração quando Trump não respondeu a contatos diretos. Ele descreveu a situação como um período em que Lula tentava comunicação e não recebia retorno, usando o termo em inglês “ghosting”.
O advogado ainda afirmou que, durante a Assembleia Geral dos Estados Unidos, representantes brasileiros teriam demonstrado irritação por não serem levados a sério nas negociações. Ele apontou que as tarifas americanas sobre produtos brasileiros não teriam impacto político nos Estados Unidos, ressaltando que “nenhuma só pessoa que votou nos Estados Unidos está pensando, vou votar ou não vou votar por Trump por causa das tarifas do Brasil”.
De Luca ressaltou que agora, com uma ligação entre Trump e Lula, há espaço para negociação. Ele comentou que o presidente norte-americano designou Marco Rubio como interlocutor, ironizando “o negociador mais carinhoso, mais gentil e mais aberto aos governos da América do Sul”. Segundo o advogado, essa escolha facilita uma negociação direta, citando a longa relação de 200 anos entre Brasil e Estados Unidos.
O advogado também lembrou casos passados de negociações de Trump com líderes estrangeiros, como Kim Jong-un, Vladimir Putin e autoridades iranianas, destacando que nem todas tiveram sucesso. Ele afirmou que, apesar da comemoração da mídia sobre a ligação entre Trump e Lula, “nenhuma das condições colocadas desde a primeira carta foi cumprida”, avaliando que não há gestos concretos que justifiquem a celebração midiática.
De Luca concluiu afirmando que é necessário observar o diálogo e avaliar se haverá disposição das autoridades brasileiras para corrigir excessos, como bloqueios a plataformas e processos considerados abusivos, mencionando especificamente ações do STF e do ministro Alexandre de Moraes.
