Advogado de Trump Media reage à PF e Moraes: "Sem medo"
Brasília, Quarta, 03 de junho de 2026
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Advogado de Trump Media reage à PF e Moraes: “Sem medo”

Martin de Luca, advogado da Trump Media e da plataforma Rumble - Foto: redes sociais.
Martin de Luca, advogado da Trump Media e da plataforma Rumble. Foto: Republicação/ Youtube Claudio Dantas

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Por Mariana Albuquerque

Jornalista e pós-graduada em Direito Legislativo.

Martin de Luca afirma que correspondência com Bolsonaro é rotina profissional

O advogado norte-americano Martin de Luca, da Trump Media e Rumble, afirma ser alvo da Polícia Federal por “se levantar” contra o ministro Alexandre de Moraes.

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“Continuarei realizando meu trabalho de forma transparente e profissional, sem medo. A verdadeira responsabilização de Moraes não virá por meio de relatórios policiais, mas sim nos tribunais dos Estados Unidos — onde ainda o aguardamos.”

O relatório da PF registra mensagens e orientações de De Luca a Jair Bolsonaro, antes de notas públicas e documentos relacionados a processos nos EUA contra Moraes. Segundo a PF, os diálogos indicariam suposta subordinação do ex-presidente a interesses estrangeiros.

De Luca nega e afirma que suas ações são rotineiras na prática jurídica:

“Regularmente ofereço sugestões sobre a redação de uma breve nota pública ou encaminho um documento judicial público. Ainda assim, esses atos rotineiros agora são distorcidos e apresentados como teorias conspiratórias.”

O relatório aponta que De Luca enviou ao ex-presidente petições e orientações de comunicação sobre ações judiciais contra Moraes e participou da organização de entrevistas e notas públicas.

Até agora, não há desdobramentos judiciais contra De Luca no Brasil. O caso amplia o embate entre plataformas digitais, aliados do bolsonarismo e decisões do ministro do STF, com repercussão em Brasília e Washington.

Leia a íntegra da nota de Martin de Luca:

“Nesta noite, passo a integrar um clube exclusivo de americanos que foram alvo por se levantarem contra Alexandre de Moraes.

A tentativa da própria Polícia Federal de Moraes de retratar correspondências profissionais rotineiras como prova de uma suposta “subordinação estrangeira” é apenas a mais recente manobra desesperada para mantê-lo de pé.

Como advogado americano, presto regularmente orientação jurídica e de comunicação. Esse é o meu trabalho. Oferecer sugestões sobre a redação de uma breve nota pública ou encaminhar um documento judicial público é absolutamente comum. Ainda assim, esses atos rotineiros agora são distorcidos e apresentados como teorias conspiratórias.

Seguindo essa lógica, qualquer líder político que consulte um advogado, redator de discursos ou estrategista estaria conspirando para derrubar a democracia.

A mensagem é inconfundível. Qualquer um que ouse criticar ou expor a incansável campanha de censura de Moraes será alvo — seja você advogado, cidadão americano ou alguém que fala livremente em solo dos Estados Unidos. Ou as três coisas ao mesmo tempo.

A liberdade de expressão não é concedida pelos governos; ela é inerente a cada pessoa. Como advertiu Benjamin Franklin: “Quem quiser derrubar a liberdade de uma nação deve começar por subjugar a liberdade de expressão.

Continuarei realizando meu trabalho de forma transparente e profissional, sem medo. A verdadeira responsabilização de Moraes não virá por meio de relatórios policiais, mas sim nos tribunais dos Estados Unidos — onde ainda o aguardamos.”

Assista ao programa Alive com Martin de Luca:

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