"Nem ministros, nem burocratas, nem familiares estão imunes", diz Eduardo sobre sanções
Brasília, Quarta, 03 de junho de 2026
Política

“Nem ministros, nem burocratas, nem familiares estão imunes”, diz Eduardo sobre sanções

Eduardo Bolsonaro
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Por Mariana Albuquerque

Jornalista e pós-graduada em Direito Legislativo.

Departamento de Estado amplia restrições e inclui nomes ligados ao Ministério da Saúde e à Opas

O deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP) afirmou nesta quarta-feira (13) que as novas sanções dos Estados Unidos indicam que nem ministros, burocratas ou familiares estão imunes.

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“A medida é também um recado inequívoco: nem ministros, nem burocratas dos escalões inferiores, nem seus familiares estão imunes. Mais cedo ou mais tarde, todos os que contribuírem para sustentar esses regimes responderão pelo que fizeram — e não haverá lugar para se esconder”, disse Eduardo.

O Departamento de Estado norte-americano revogou vistos e impôs restrições a funcionários do governo brasileiro, ex-funcionários da Opas (Organização Pan-Americana da Saúde) e seus familiares.

A lista inclui Mozart Julio Tabosa Sales, secretário de Atenção Especializada à Saúde do Ministério da Saúde, e Alberto Kleiman, coordenador-geral para a COP30, ex-assessor de Relações Internacionais do Ministério da Saúde e ex-diretor de Relações Externas da Opas.

Segundo comunicado assinado pelo senador Marco Rubio, as medidas buscam punir a “cumplicidade com o esquema de exportação de mão de obra do regime cubano” no programa Mais Médicos.

A decisão foi divulgada durante a agenda de Eduardo Bolsonaro e do jornalista Paulo Figueiredo em Washington, onde se reúnem com integrantes do governo dos EUA para tratar do cenário no STF sobre investigações do 8 de janeiro e da chamada trama golpista.

Sanções anteriores

Em 18 de julho, Marco Rubio anunciou a revogação de vistos de ministros do STF, exceto André Mendonça, Nunes Marques e Luiz Fux. O procurador-geral da República, Paulo Gonet, também foi atingido.

No dia 30 de julho, o governo americano aplicou a Lei Magnitsky contra Alexandre de Moraes, acusando-o de “assumir a responsabilidade de ser juiz e júri em uma caça às bruxas ilegal contra cidadãos e empresas americanas e brasileiras”, segundo o secretário do Tesouro, Scott Bessent. A medida prevê bloqueio de bens e contas nos EUA.

Rubio declarou que Moraes cometeu “graves violações dos direitos humanos”.

A ministra de Relações Institucionais, Gleisi Hoffmann, classificou as medidas como “afronta ao Poder Judiciário brasileiro e à soberania nacional”. Parlamentares da oposição comemoraram.

Eduardo nos EUA

Desde março, Eduardo Bolsonaro reside nos Estados Unidos, após pedir afastamento do mandato. O prazo venceu em 20 de julho. Sem retorno, ele começa a receber faltas não justificadas, o que pode levar à perda do mandato.

Na semana passada, anunciou que enviará ofício ao presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), para defender sua permanência no cargo. Ele alega “perseguição” do ministro Alexandre de Moraes, que o impediria de voltar ao Brasil.

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