Acordo entre Alcolumbre e STF previa suspensão de mandato de Do Val
O senador Marcos Do Val (Podemos-ES) afirmou nesta quarta-feira (6) que não aceitará o acordo articulado entre o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), e ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) para suspender o uso de sua tornozeleira eletrônica. Segundo ele, a proposta envolveria a entrega de seu mandato à suplente, filiada à esquerda.
“Querem que eu aceite um acordo para deixar o mandato e, no meu lugar, assumir a minha suplente, que é de esquerda. Isso não vai acontecer. Nem eu nem a oposição aceitamos esse acordo. Rejeito. O que queremos é que tirem as medidas cautelares impostas contra mim para não haver confronto institucional com o Senado”, disse Do Val ao Metrópoles.
O senador relata que a negociação foi conduzida por Alcolumbre junto aos ministros Alexandre de Moraes, Edson Fachin e Luís Roberto Barroso para tentar encerrar a crise política causada pela ordem de Moraes que impôs tornozeleira eletrônica ao parlamentar.
Pelo acerto discutido, o Senado entraria com um pedido de revisão das medidas cautelares impostas por Moraes, e o ministro atenderia à solicitação. Em contrapartida, a Mesa Diretora do Senado suspenderia o mandato de Do Val por ele ter divulgado relatórios sigilosos da Abin relacionados aos atos de 8 de janeiro.
Do Val, no entanto, disse não estar disposto a abrir mão do mandato em nenhuma hipótese e reiterou que a tentativa de manobra política é inaceitável.
