“Muito difícil”, diz Mourão sobre suposto suicídio de ‘sicário’ de Vorcaro
Brasília, Quarta, 03 de junho de 2026
Política

“Muito difícil”, diz Mourão sobre suposto suicídio de ‘sicário’ de Vorcaro

Senador cobra explicações da PF sobre morte de investigado preso na Operação Compliance Zero

Hamilton Mourão questiona versão sobre morte de investigado ligado ao caso Banco Master e cobra explicações públicas da Polícia Federal.

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Por Mariana Albuquerque

Jornalista e pós-graduada em Direito Legislativo.

Durante participação no programa Alive, apresentado pelo jornalista Claudio Dantas nesta quinta-feira (5), o senador Hamilton Mourão (Republicanos-RS) questionou a versão inicial sobre a morte de Luiz Phillipi Machado de Moraes Mourão, preso na Operação Compliance Zero.

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Segundo Mourão, a Polícia Federal deveria esclarecer publicamente as circunstâncias do caso. O senador reforçou que faltam explicações oficiais sobre o ocorrido.

“A Polícia Federal tinha que ter vindo a público e dito assim: o sujeito se matou assim, assim e assado”, declarou.

Durante a conversa, Mourão afirmou que a hipótese divulgada informalmente de enforcamento dentro da cela levanta dúvidas.

“Se enforcar com uma camiseta dentro de uma cela é algo muito difícil. Não existe”, disse.

Ele acrescentou que esse tipo de situação exigiria esforço prolongado.

“Ele vai ter que fazer uma força e ficar forçando aquele estrangulamento. Ou seja, é algo antinatural, que leva um tempo”, afirmou.

Segundo o senador, o próprio corpo humano tende a reagir a esse tipo de situação.

“O corpo humano nem deixa isso acontecer. Então está mal contada a história”, declarou.

Mourão afirmou que o caso precisa ser esclarecido pelas autoridades.

“A Polícia Federal tem que vir ao público e esclarecer a morte, esclarecer o suicídio”, disse.

Ele também comparou a repercussão do episódio com situações envolvendo outras instituições.

“Se isso fosse em uma dependência militar, a grita que estaria?”, questionou.

Papel do Senado sobre o STF

Durante a entrevista, Mourão também comentou o papel do Senado na relação com o Supremo Tribunal Federal.

Segundo ele, a indicação de ministros da Corte depende da aprovação do Congresso.

“Quando o presidente da República indica o nome para ministro da Suprema Corte, esse nome tem que ser chancelado pelo Senado Federal”, afirmou.

O senador disse que essa aprovação representa a validação política do nome indicado.

“É a chancela do povo brasileiro naquele nome selecionado pelo presidente”, declarou.

Mourão acrescentou que o mesmo mecanismo institucional permite a retirada de um ministro.

“Se o povo colocou esse cidadão como ministro da Suprema Corte, o povo pode retirá-lo de lá”, afirmou.

Caso Banco Master

Durante a conversa, Mourão também comentou publicações do ex-presidente Jair Bolsonaro relacionadas ao Banco Master.

Segundo ele, uma postagem feita em 2024 já mencionava questionamentos sobre operações ligadas ao banco.

“A postagem do presidente Bolsonaro é de 2024, quando surgiu o negócio ali da Caixa Ascent”, disse.

O senador afirmou que, naquele momento, não acompanhava o caso de perto.

“Eu, de minha parte, naquele momento não prestei atenção nesse assunto”, declarou.

Segundo Mourão, o banco ainda não estava no seu radar como tema relevante de investigação.

“Realmente eu não estava sintonizado com essa questão e o Banco Master não tinha aparecido ainda para mim como algo que tivesse no radar”, afirmou.

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