Mudança na defesa abre caminho para delação de Vorcaro
Brasília, Quinta, 04 de junho de 2026
Justiça

Mudança na defesa abre caminho para delação de Vorcaro

Banqueiro do Banco Master substitui advogados e passa a ser representado pelo criminalista José Luís Oliveira Lima

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Foto: Reprodução/@TV Lide

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Por Redação

O banqueiro Daniel Vorcaro, controlador do Banco Master, alterou sua equipe de defesa no mesmo dia em que a Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) formou maioria para manter sua prisão preventiva. A mudança nos advogados é vista, nos bastidores, como um possível indicativo de negociações para um acordo de delação premiada.

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Deixaram a defesa os advogados Pierpaolo Bottini e Roberto Podval. Para assumir o caso foi contratado o criminalista José Luís de Oliveira Lima, conhecido como “Juca”, que passa a atuar na representação do banqueiro. O advogado Sérgio Leonardo permanece na equipe jurídica.

Segundo informações divulgadas pela defesa anterior, Bottini formalizou a transferência da representação ao novo advogado alegando motivos pessoais. Oliveira Lima tem histórico de atuação em casos de grande repercussão nacional e já representou o ex-ministro José Dirceu no processo do chamado mensalão, além de defender o general Walter Braga Netto em outras investigações.

O novo defensor também esteve envolvido em acordos de colaboração premiada durante as investigações da Operação Lava Jato, incluindo a delação do empresário Léo Pinheiro, ex-presidente da empreiteira OAS.

Prisão mantida

A alteração na defesa ocorreu no mesmo dia em que os ministros André Mendonça, Luiz Fux e Kassio Nunes Marques votaram pela manutenção da prisão preventiva de Vorcaro no julgamento realizado no plenário virtual da Segunda Turma do STF.

O ministro Gilmar Mendes ainda não apresentou voto.

Vorcaro está detido na Penitenciária Federal de Brasília, unidade de segurança máxima onde permanece em regime de isolamento. Nesse tipo de estabelecimento, o contato com outros presos é restrito e as informações externas chegam principalmente por meio dos advogados.

No voto apresentado ao Supremo, o relator do caso, ministro André Mendonça, afirmou que as investigações sobre o Banco Master ainda estão em estágio avançado e devem produzir novos elementos.

Entre os pontos mencionados, o ministro destacou que a Polícia Federal ainda precisa analisar oito aparelhos celulares atribuídos ao banqueiro, até o momento apenas um deles foi periciado.

Segundo Mendonça, as apurações também apontam para a atuação de um grupo que teria sido utilizado para intimidar pessoas consideradas adversárias do banqueiro. De acordo com o relator, há indícios de que Vorcaro teria dado ordens diretas a integrantes dessa estrutura.

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