MST lança campanha de promessas não cumpridas por Lula - Claudio Dantas
Brasília, Sábado, 04 de julho de 2026
Política

MST lança campanha de promessas não cumpridas por Lula

MST afirma não esperar grande reforma agrária no terceiro mandato de Lula e aponta restrições orçamentárias no governo federal

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Por Redação

O Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) lança nesta segunda-feira (21) a campanha “Lula, cadê a reforma agrária?”, direcionada diretamente ao presidente. A iniciativa ocorre em meio a queixas do movimento sobre a lentidão no processo de reforma agrária e o congelamento de recursos para a agricultura familiar, mesmo após terem apoiado a eleição do petista em 2022.

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Junto com a campanha, o MST divulgará uma carta que conecta a defesa da soberania nacional —  durante o tarifaço anunciado por Donald Trump — à soberania popular e alimentar do Brasil. “A ameaça à nossa soberania popular e nacional também tem vindo de dentro do próprio país, com a subordinação da nossa agricultura às empresas transnacionais e com as ações do Poder Legislativo, representante dos interesses do agronegócio e da mineração”, diz a carta.

O movimento defende que “a reforma agrária é um instrumento de defesa das terras do país, em contraposição ao agronegócio entreguista, golpista, saqueador e antipatriótico”.

O MST tem pedido reiteradas vezes a demissão do ministro do Desenvolvimento Agrário, Paulo Teixeira, a quem culpa pela paralisação do processo. A nova campanha busca tratar seus interesses diretamente com Lula, sem intermediários.

“Após mais de três anos de governo Lula, a reforma agrária continua paralisada — e as famílias acampadas e assentadas se perguntam: Lula, cadê a reforma agrária?”, questiona o movimento. Atualmente, existem mais de 122 mil famílias acampadas no Brasil e 400 mil assentadas que aguardam políticas públicas para aprimorar a produção de alimentos e o desenvolvimento de seus lotes.

Na carta, a entidade também repudia o projeto de lei que flexibiliza regras de licenciamento ambiental, já aprovado pelo Congresso e aguardando sanção ou veto de Lula.

O MST também se posiciona contra um projeto que tramita na Câmara e permite ação policial sem ordem judicial em invasões no campo e na cidade, e critica a manutenção de uma instrução normativa do governo Bolsonaro que facilita a mineração e grandes obras em projetos de assentamentos rurais.

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