Após críticas, Motta nega que Câmara vá tirar poderes da Polícia Federal
Brasília, Quarta, 03 de junho de 2026
Brasil

Após críticas, Motta nega que Câmara vá tirar poderes da Polícia Federal

O presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), afirmou nesta terça (11), que o texto do Projeto de Lei Antifacção não retirará prerrogativas da Polícia Federal e que o objetivo da Casa é fortalecer o combate às facções criminosas e ao crime organizado.
O presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), afirmou nesta terça (11), que o texto do Projeto de Lei Antifacção não retirará prerrogativas da Polícia Federal e que o objetivo da Casa é fortalecer o combate às facções criminosas e ao crime organizado. Foto: Câmara dos Deputados

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Por Redação

Hugo Motta diz que perda de prerrogativas é mentira e defende proposta mais dura contra o crime organizado

O presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), afirmou nesta terça (11), que o texto do Projeto de Lei Antifacção não retirará prerrogativas da Polícia Federal e que o objetivo da Casa é fortalecer o combate às facções criminosas e ao crime organizado.

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Em resposta a jornalistas, Motta destacou que o relator da proposta, deputado Guilherme Derrite (PP-SP), tem conduzido o debate “de maneira técnica, sem politizar o tema”, e que o texto final buscará um equilíbrio entre os diferentes órgãos do sistema de segurança pública.

“A Câmara não permitirá, em nenhum momento, que a Polícia Federal perca suas prerrogativas. Essa é uma condição inegociável para nós”, afirmou Motta. “Pelo contrário, queremos fortalecer os meios de atuação tanto da PF quanto do Ministério Público e das polícias estaduais para enfrentar o crime organizado.”

O presidente da Câmara também informou que se reunirá ainda hoje com o ministro da Justiça, Ricardo Lewandowski, para discutir as sugestões do governo ao texto.

Segundo ele, o objetivo é construir uma proposta “equilibrada e eficiente”, que amplie as condições de atuação do Judiciário e das forças policiais.

“O que a Câmara quer nesse momento é entregar uma proposta à sociedade que de fato dê condições para que nossas forças policiais, sejam elas estaduais ou federais, e o Poder Judiciário possam atuar mais firmemente no combate às facções criminosas”, declarou.

Sobre as discussões em torno da equiparação do crime de narcotráfico ao terrorismo, Motta reforçou que a Câmara não permitirá que o texto coloque em risco a soberania nacional.

“Precisamos endurecer as penas e modernizar a legislação, mas sem permitir que haja qualquer questionamento sobre a soberania. A costura do texto precisa ser muito bem feita”, afirmou.

O relator, Guilherme Derrite, está em Brasília dialogando com representantes da segurança pública e do governo. A expectativa, segundo Motta, é que até o fim do dia o texto esteja mais apurado para ser apresentado à sociedade e avançar na tramitação tanto na Câmara quanto no Senado.

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