Câmara aprova “marco legal do combate ao crime organizado” com 370 votos
Brasília, Quarta, 03 de junho de 2026
Política

Câmara aprova “marco legal do combate ao crime organizado” com 370 votos

A Câmara dos Deputados aprovou o texto principal do PL Antifacção, na noite desta quarta-feira (18), por 370 votos a 110, tendo considerado o quinto texto substitutivo do deputado Guilherme Derrite (PL-SP).
A Câmara dos Deputados aprovou o texto principal do PL Antifacção, na noite desta quarta-feira (18), por 370 votos a 110, tendo considerado o quinto texto substitutivo do deputado Guilherme Derrite (PL-SP). Foto: Reprodução

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Por Redação

Texto aprovado por ampla maioria reforça destinação de bens do crime a órgãos investigativos

A Câmara dos Deputados aprovou nesta terça-feira (18) o texto-base do projeto de lei Antifacção, com 370 votos favoráveis e 110 contrários. Embora o projeto seja de autoria do governo federal, o relatório substitutivo foi apresentado pelo deputado Guilherme Derrite (PP-SP), da oposição. A iniciativa estabelece penas mais severas para crimes praticados por facções criminosas, que podem chegar a 40 anos de prisão, e cria novos mecanismos de combate, como um banco nacional de identificação de grupos criminosos.

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O presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), afirmou que a função do Parlamento não é apenas “carimbar” propostas do Executivo, mas debater o texto e entregar a versão mais eficaz da lei. Segundo ele, o projeto representa a “resposta mais dura da história da Câmara contra o crime organizado”, incluindo medidas como a transferência obrigatória de líderes para presídios federais, gravação de despachos com advogados e restrição de visitas íntimas.

Apesar da aprovação, a Câmara ainda votará destaques que podem alterar trechos específicos do projeto antes do envio ao Senado, onde deve ser relatado pelo senador Alessandro Vieira (MDB-SE).

Entre os principais pontos da iniciativa estão a criação de um marco legal próprio para grupos ultraviolentos, aumento das penas para crimes ligados a facções, padronização da destinação de bens apreendidos e fortalecimento do cumprimento de pena, com proibição de livramento condicional em diversas situações. O projeto também prevê ações mais rigorosas contra empresas suspeitas de envolvimento com organizações criminosas e restringe o pagamento de auxílio-reclusão a dependentes de presos pelos crimes definidos na lei.

O banco nacional de facções ultraviolentas, previsto no texto, exigirá que os estados criem sistemas próprios integrados, permitindo o registro de integrantes das organizações criminosas e a imposição de inelegibilidade a pessoas incluídas na lista.

O projeto ainda traz agravantes para crimes cometidos com fins econômicos, como exploração ilegal de recursos minerais ou ambientais, podendo aumentar as penas em até dois terços. Com a aprovação do texto-base, o PL Antifacção segue agora para análise do Senado, enquanto a Câmara conclui a votação dos destaques.

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