Motta critica aumento do IOF e diz que Executivo não pode repassar ônus ao Congresso - Claudio Dantas
Brasília, Quarta, 03 de junho de 2026
Política

Motta critica aumento do IOF e diz que Executivo não pode repassar ônus ao Congresso

Hugo Motta afirma que Senado votará o PL Antifacção nesta semana e agradece Derrite pela relatoria; Câmara quer avançar PEC da Segurança

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Por Mariana Albuquerque

Jornalista e pós-graduada em Direito Legislativo.

O presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), criticou nesta segunda-feira (26) a postura do governo federal diante do aumento do Imposto sobre Operações Financeiras (IOF), afirmando que o Executivo “não pode gastar sem freio e depois passar o volante para o Congresso segurar”.

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A declaração foi feita nas redes sociais após o Planalto anunciar a alta do IOF, medida que provocou forte reação negativa do mercado. O Ministério da Fazenda, diante da repercussão, recuou parcialmente, cancelando o reajuste para fundos de investimento no exterior.

A Câmara tem sido parceira do Brasil ajudando a aprovar os bons projetos que chegam do Executivo e assim continuaremos. Mas quem gasta mais do que arrecada não é vítima, é autor. O Brasil não precisa de mais imposto”, escreveu Motta na rede social X.

A fala se dá em meio à mobilização da oposição, que apresentou projetos na Câmara e no Senado para derrubar os decretos que aumentam o IOF. O líder da oposição na Câmara, Luciano Zucco (PL-RS), protocolou requerimento de convocação do ministro da Fazenda, Fernando Haddad, que deve comparecer à Casa no dia 11 de junho para prestar esclarecimentos.

A convocação já estava prevista para tratar da isenção de IR para salários de até R$ 5 mil e do crédito consignado para trabalhadores CLT, mas o tema do IOF será incluído.

A oposição também trabalha para acelerar a tramitação dos projetos que suspendem os efeitos do decreto. O deputado Nikolas Ferreira (PL-MG) é o mais cotado para relatar a proposta, como forma de dar visibilidade à pauta.

No Senado, o líder da oposição, Rogério Marinho (PL-RN), apresentou projeto semelhante. Para ele, o recuo parcial do governo mostra “improviso, ausência de estudos técnicos e falta de articulação institucional“.

Motta participa nesta segunda-feira de dois eventos em São Paulo: o Seminário Internacional de Segurança Pública, Direitos Humanos e Democracia pela manhã, e, à tarde, uma reunião da Confederação Nacional da Indústria (CNI).

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