Motta confirma votação do PL antifacção nesta terça
Brasília, Quarta, 01 de julho de 2026
Política

Motta confirma votação do PL antifacção nesta terça

Hugo Motta afirma que Judiciário cumpre seu papel após operação contra deputados do PL e diz que Câmara não protege irregularidades

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Por Mariana Albuquerque

Jornalista e pós-graduada em Direito Legislativo.

Proposta relatada por Derrite deve ir ao plenário mesmo após divergências entre PT e PL

O presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), afirmou que o projeto de lei antifacção será votado nesta terça-feira (18). A declaração foi dada ao Poder360. Após alterações no texto, o relator Guilherme Derrite pediu que a votação ocorresse nesta data, e Motta disse não haver mais dúvidas de que a proposta entrará na pauta.

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O texto está sob relatoria do deputado Derrite (PP-SP), que se licenciou do cargo de secretário de Segurança Pública de São Paulo para assumir a condução da matéria. O projeto já teve duas tentativas de votação adiadas.

A análise ocorre em uma semana curta para os deputados. Na quinta-feira (20), o feriado da Consciência Negra reduzirá os trabalhos, com possível emenda do dia seguinte.

O PL antifacção ganhou impulso após a Operação Contenção, no Complexo da Penha, no Rio de Janeiro. A ação deixou 121 mortos, incluindo quatro policiais, resultou em 113 prisões e na apreensão de mais de 100 armas. O episódio ampliou a pressão por medidas de endurecimento no combate ao crime organizado.

O ponto de maior disputa é a equiparação de facções criminosas a organizações terroristas, proposta pela oposição. A mudança pode elevar penas e restringir benefícios na execução penal. O texto, originalmente do governo, está em sua quarta versão. PT e PL mantêm divergências, mas Motta disse acreditar na aprovação.

Em regime de urgência, o projeto não precisará passar por comissões temáticas. Caso seja aprovado, seguirá ao Senado e, depois, ao presidente Lula (PT), que poderá sancionar ou vetar.

No Supremo Tribunal Federal, a Operação Contenção é discutida na ADPF 635, conhecida como ADPF das Favelas. O relator, ministro Alexandre de Moraes, esteve no Rio para reunião com o governador Cláudio Castro (PL). Enquanto partidos e entidades de esquerda questionam o número de mortos, as autoridades envolvidas enviam relatórios para justificar as neutralizações feitas na operação.

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