Moro quer renúncia obrigatória após Janones confessar 'rachadinha' e escapar de punição - Claudio Dantas
Brasília, Quarta, 03 de junho de 2026
Política

Moro quer renúncia obrigatória após Janones confessar ‘rachadinha’ e escapar de punição

STF analisa recurso de Sergio Moro em ação por calúnia contra Gilmar Mendes; relatora e Moraes rejeitam pedido
STF analisa recurso de Sergio Moro em ação por calúnia contra Gilmar Mendes; relatora e Moraes rejeitam pedido Waldemir Barreto/Agência Senado

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Por Gianlucca Gattai

Jornalista político e assuntos internacionais.

O senador Sergio Moro (União-PR) anunciou que apresentará um projeto de lei (PL) para obrigar a renúncia ao mandato ou ao cargo por parte de agentes públicos que confessarem crimes contra a administração pública por meio de um Acordo de Não Persecução Penal (ANPP).

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A medida surge após o deputado federal André Janones (Avante-MG) firmar um acordo com a Procuradoria-Geral da República (PGR), no qual confessou o crime de “rachadinha” em seu gabinete e, com isso, evitou uma condenação. Ele poderia pegar até 27 anos de prisão.

A prática de “rachadinha” é uma forma de desvio de dinheiro público, configurando o crime de peculato.

“Sobre o peculato confessado por Janones em acordo de não persecução penal: a lei não deveria permitir esse tipo de acordo para crimes contra a Administração Pública, mas, já que permite, o acordo deveria incluir como condição necessária a renúncia ao mandato ou ao cargo. Vou apresentar projeto de lei para incluir essa exigência”, afirmou Moro em sua conta na rede social X.

Além de admitir o crime para evitar o julgamento, Janones terá que devolver R$ 131,5 mil e a pagar uma multa de R$ 26,3 mil. O valor será quitado da seguinte forma: R$ 80 mil em parcela única, até 30 dias após a homologação do acordo pelo Supremo Tribunal Federal (STF), e o restante, R$ 77,8 mil, será pago em 12 parcelas mensais de R$ 6.484,48.

O deputado também se comprometeu a encerrar qualquer prática relacionada ao esquema investigado e a se abster de cometer novos crimes ou contravenções durante o cumprimento do acordo.

No ano passado, Janones acabou escapando de um processo de cassação na Comissão de Ética da Câmara, com o apoio de Guilherme Boulos. Na ocasião, ele ainda insistia na sua inocência.

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