Janones admite rachadinha e faz acordo de R$ 157,8 mil para escapar de condenação - Claudio Dantas
Brasília, Quarta, 03 de junho de 2026
Política

Janones admite rachadinha e faz acordo de R$ 157,8 mil para escapar de condenação

Mario Agra/Câmara dos Deputados

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Por Gianlucca Gattai

Jornalista político e assuntos internacionais.

O deputado federal André Janones (Avante-MG) firmou um Acordo de Não Persecução Penal (ANPP) com a Procuradoria-Geral da República (PGR) para se livrar das acusações relacionadas à prática de “rachadinha” em seu gabinete.

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Pelo acordo, o parlamentar precisou admitir o crime para evitar ser julgado.

Janones se comprometeu ainda a devolver R$ 131,5 mil e pagar uma multa adicional de R$ 26,3 mil. O montante será quitado da seguinte forma: R$ 80 mil em parcela única, até 30 dias após a homologação do acordo pelo Supremo Tribunal Federal (STF), e o restante, R$ 77,8 mil, será pago em 12 parcelas mensais de R$ 6.484,48.

O deputado federal deverá encerrar também qualquer prática relacionada ao esquema investigado e se abster de cometer novos crimes ou contravenções enquanto cumprir o acordo.

No final de 2023, vazou na imprensa uma gravação de um encontro entre Janones e seus assessores, no qual o deputado solicitava que eles devolvessem parte de seus salários para financiar despesas de campanha.

A prática, conhecida como “rachadinha”, é considerada uma forma de desvio de dinheiro público, o crime de peculato.

O Supremo Tribunal Federal (STF) abriu uma investigação, conduzida pelo ministro Luiz Fux, após um pedido da Procuradoria-Geral da República (PGR). A subprocuradora Ana Borges Coêlho Santos, responsável pelo pedido encaminhado ao STF, afirmou que era necessário esclarecer se Janones se associou a seus assessores com o objetivo de cometer crimes contra a administração pública.

No ano passado, Janones escapou de um processo de cassação na Comissão de Ética, com ajuda de Guilherme Boulos. Na ocasião, ele ainda insistia ser inocente. E agora?

Em setembro do ano passado, o deputado federal foi indiciado pela Polícia Federal (PF), que concluiu que Janones cometeu os crimes de associação criminosa, peculato e corrupção passiva. As penas máximas para esses crimes somam até 27 anos de prisão.

No entanto, após firmar o acordo com a PGR, Janones não será mais processado pelos crimes.

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