Moraes veta bispo em grupo de oração na casa de Bolsonaro
Brasília, Quarta, 03 de junho de 2026
Justiça

Moraes veta bispo em grupo de oração na casa de Bolsonaro

Em evento do Judiciário, Moraes defende valorização da carreira e retorno do adicional por tempo de serviço para magistrados
Em evento do Judiciário, Moraes defende valorização da carreira e retorno do adicional por tempo de serviço para magistrados

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Por Mariana Albuquerque

Jornalista e pós-graduada em Direito Legislativo.

Ministro barrou a inclusão de Robson Rodovalho, líder da Sara Nossa Terra

O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes vetou a inclusão do bispo Robson Rodovalho, da Igreja Sara Nossa Terra, no grupo de oração autorizado a visitar o ex-presidente Jair Bolsonaro, que cumpre prisão domiciliar há mais de um mês. A decisão foi tomada com base no argumento de que o grupo não pode ser usado para finalidades diferentes da assistência religiosa.

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O pedido foi apresentado no dia 19, informando que a reunião ocorreria em 24 de setembro. A defesa citou a Lei nº 7.210/1984, que garante assistência religiosa a pessoas privadas de liberdade.

LEIA AQUI A ÍNTEGRA DA DECISÃO

Na decisão, Moraes afirmou que “o ‘Grupo de Orações’, entretanto, não pode ser usado como desvio de finalidade, acrescentando diversas e distintas pessoas como integrantes somente para a realização de visitas não especificamente requeridas”.

O nome de Robson Rodovalho foi oficialmente barrado em 23 de setembro. Além da atuação religiosa, ele exerceu mandato como deputado federal pelo Distrito Federal entre 2006 e 2010. O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) cassou seu mandato em 2010 por infidelidade partidária, após mudança de partido.

Bolsonaro e Rodovalho em culto. Divulgação/Sara Nossa Terra
Bolsonaro e Rodovalho em culto. Divulgação/Sara Nossa Terra

A relação de Rodovalho com Bolsonaro

O bispo e ex-deputado federal Rodovalho disse, em entrevista ao Correio Braziliense em 2022, que os evangélicos serão peça chave na reeleição do presidente.

“A base evangélica vai ser preponderante para a reeleição do presidente Bolsonaro. O ano nem começou ainda. Vai depender muito do desempenho da economia. O jogo está sendo jogado. Então, temos que esperar. Mas há uma tendência majoritária de os evangélicos permanecerem e apoiarem a reeleição do presidente. Agora podem surgir defecções, grupos que acabem tomando outro caminho”, afirmou em apoio a campanha.

No mesmo ano, o então presidente Bolsonaro recebeu cerca de 40 pastores evangélicos no Palácio da Alvorada, em uma segunda-feira à tarde, para tratar de sua participação na Marcha para Jesus. O encontro foi organizado pelo bispo Robson Rodovalho, ex-colega de Bolsonaro na Câmara dos Deputados. A reunião não constava na agenda oficial do presidente.

Michelle fez criticas à Moraes 

Esta é a segunda autorização de visita religiosa concedida a Bolsonaro. A primeira ocorreu em 15 de setembro, quando foi realizado um culto. Durante manifestação em 7 de setembro, Michelle Bolsonaro criticou Moraes por restringir as orações na residência do ex-presidente.

“Eu não posso fazer um culto religioso porque ele [Moraes] não permitiu, e eu pedi. Libera a petição. Libera os meus irmãos para estarem comigo nesse momento”, disse a ex-primeira-dama no ato realizado na Avenida Paulista, em São Paulo.

Dentre as pessoas que estão autorizadas de entrar na casa da família Bolsonaro estão os bispos, JB Carvalho e Dirce Carvalho, líderes da Comunidade das Nações, igreja que nasceu em Brasília. Veja imagem do casal:

Imagem publicada por Michele Bolsonaro em julho deste ano
Imagem publicada por Michele Bolsonaro em julho deste ano

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