Ministro barrou a inclusão de Robson Rodovalho, líder da Sara Nossa Terra
O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes vetou a inclusão do bispo Robson Rodovalho, da Igreja Sara Nossa Terra, no grupo de oração autorizado a visitar o ex-presidente Jair Bolsonaro, que cumpre prisão domiciliar há mais de um mês. A decisão foi tomada com base no argumento de que o grupo não pode ser usado para finalidades diferentes da assistência religiosa.
O pedido foi apresentado no dia 19, informando que a reunião ocorreria em 24 de setembro. A defesa citou a Lei nº 7.210/1984, que garante assistência religiosa a pessoas privadas de liberdade.
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Na decisão, Moraes afirmou que “o ‘Grupo de Orações’, entretanto, não pode ser usado como desvio de finalidade, acrescentando diversas e distintas pessoas como integrantes somente para a realização de visitas não especificamente requeridas”.
O nome de Robson Rodovalho foi oficialmente barrado em 23 de setembro. Além da atuação religiosa, ele exerceu mandato como deputado federal pelo Distrito Federal entre 2006 e 2010. O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) cassou seu mandato em 2010 por infidelidade partidária, após mudança de partido.

A relação de Rodovalho com Bolsonaro
O bispo e ex-deputado federal Rodovalho disse, em entrevista ao Correio Braziliense em 2022, que os evangélicos serão peça chave na reeleição do presidente.
“A base evangélica vai ser preponderante para a reeleição do presidente Bolsonaro. O ano nem começou ainda. Vai depender muito do desempenho da economia. O jogo está sendo jogado. Então, temos que esperar. Mas há uma tendência majoritária de os evangélicos permanecerem e apoiarem a reeleição do presidente. Agora podem surgir defecções, grupos que acabem tomando outro caminho”, afirmou em apoio a campanha.
No mesmo ano, o então presidente Bolsonaro recebeu cerca de 40 pastores evangélicos no Palácio da Alvorada, em uma segunda-feira à tarde, para tratar de sua participação na Marcha para Jesus. O encontro foi organizado pelo bispo Robson Rodovalho, ex-colega de Bolsonaro na Câmara dos Deputados. A reunião não constava na agenda oficial do presidente.
Michelle fez criticas à Moraes
Esta é a segunda autorização de visita religiosa concedida a Bolsonaro. A primeira ocorreu em 15 de setembro, quando foi realizado um culto. Durante manifestação em 7 de setembro, Michelle Bolsonaro criticou Moraes por restringir as orações na residência do ex-presidente.
“Eu não posso fazer um culto religioso porque ele [Moraes] não permitiu, e eu pedi. Libera a petição. Libera os meus irmãos para estarem comigo nesse momento”, disse a ex-primeira-dama no ato realizado na Avenida Paulista, em São Paulo.
Dentre as pessoas que estão autorizadas de entrar na casa da família Bolsonaro estão os bispos, JB Carvalho e Dirce Carvalho, líderes da Comunidade das Nações, igreja que nasceu em Brasília. Veja imagem do casal:

