Moraes vota para rejeitar recursos de kids pretos condenados
Brasília, Quarta, 03 de junho de 2026
Justiça

“Trama golpista”: Moraes vota para rejeitar recursos de kids pretos condenados

Ministro do STF rejeita embargos e reforça participação de militares em atos preparatórios para suposto "golpe"

Alerta: Moraes autoriza ida de Bolsonaro a hospital
Foto: Rosinei Coutinho/STF

Compartilhe em

Foto do autor

Por Redação

Alexandre de Moraes votou para rejeitar os recursos dos militares kids pretos condenados no caso da suposta “trama golpista”, mantendo a decisão da 1ª Turma do STF, pois, segundo ele, não foram apresentadas omissões, contradições ou obscuridades nos votos dos ministros.

✅ Siga o canal do Claudio Dantas no WhatsApp

Em 18 de novembro de 2025, 9 integrantes do núcleo 3 da denúncia da PGR foram condenados pelo Supremo por supostamente planejar ações para efetivar um “plano golpista” e tentar sequestrar e matar Moraes, além de Geraldo Alckmin (PSB) e Lula (PT).

Foram apresentados 7 embargos de declaração contra o acórdão que condenou Bernardo Romão Corrêa Netto (17 anos), Fabrício Moreira de Bastos (16 anos), Hélio Ferreira Lima (24 anos), Márcio Nunes de Resende Jr. (3 anos), Rafael Martins de Oliveira (21 anos), Rodrigo Bezerra de Azevedo (21 anos), Ronald Ferreira de Araújo Jr. (1 ano e 11 meses), Sérgio Ricardo Cavaliere de Medeiros (17 anos) e Wladimir Matos Soares (21 anos).

Márcio de Resende Jr. e Ronald de Araújo não apresentaram recursos por terem feito acordo de não persecução penal com a PGR em 2 de fevereiro de 2026, devendo cumprir serviços comunitários e pagar R$ 20 mil de indenização.

No julgamento, os ministros consideraram que o núcleo atuava em inteligência, logística e operações táticas, pressionando o alto comando do Exército a aderir a uma ruptura institucional.

Ao negar os recursos, Moraes afirmou que “o voto condutor explicitou que a culpabilidade dos réus deste núcleo – oficiais de alta patente do Exército – é acentuada pelo desvirtuamento de suas funções institucionais”.

O ministro reforçou ainda que os autos demonstram participação do grupo em “atos preparatórios e executórios” para um suposto golpe de Estado em favor de Jair Bolsonaro.

Os recursos estão sendo julgados no plenário virtual da 1ª Turma do STF, com encerramento previsto para 24 de fevereiro. Se a maioria acompanhar Moraes, os militares poderão apresentar novos recursos e, caso ele os considere protelatórios, iniciará a execução das penas.

Escreva seu e-mail para receber bastidores e notícias exclusivas

Não fazemos spam! Leia nossa política de privacidade para mais informações.

Publicidade