Ministro considera interrupções “ínfimas” e descarta converter medidas em prisão preventiva
O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, decidiu nesta segunda-feira (24) manter as medidas cautelares impostas ao ex-assessor internacional de Jair Bolsonaro, Filipe Martins, após concluir que as supostas violações na tornozeleira eletrônica decorreram de falhas técnicas.
Segundo o relatório da Polícia Penal do Paraná, foram registradas interrupções no sinal do GPS nos dias 23 e 27 de outubro. A defesa negou qualquer descumprimento, e a Procuradoria-Geral da República classificou as falhas como “ínfimas”. Moraes concordou com a avaliação e destacou que os episódios somaram menos de dez minutos de instabilidade.
Filipe Martins é réu no núcleo 2 da chamada trama golpista, e seu julgamento está marcado para 9, 10, 16 e 17 de dezembro.
A decisão ocorre em meio ao debate político sobre a tornozeleira eletrônica, tema que ganhou força após a prisão preventiva do ex-presidente Jair Bolsonaro, no sábado (22), quando Moraes apontou violação intencional do equipamento. Bolsonaro disse em audiência de custódia que teve “alucinações” após tomar remédios.
