Moraes dá 48 horas para Bolsonaro depor após relatório da PF
Brasília, Quarta, 03 de junho de 2026
Justiça

Moraes dá 48 horas para Bolsonaro depor após relatório da PF

PGR recebe pedido de prisão contra Alexandre de Moraes por suposta tortura a Jair Bolsonaro após episódio na carceragem da Polícia Federal
Antonio Cruz/Agência Brasil

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Por Mariana Albuquerque

Jornalista e pós-graduada em Direito Legislativo.

Relatório da PF aponta crimes atribuídos a Jair e Eduardo Bolsonaro

O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou que Jair Bolsonaro preste depoimento em até 48 horas. A decisão ocorreu após relatório da Polícia Federal (PF) que atribui supostos crimes ao ex-presidente e ao deputado Eduardo Bolsonaro na tentativa de interferir no julgamento sobre a ação penal do golpe de 2022.

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No despacho, Moraes apontou necessidade de esclarecimentos sobre descumprimento de medidas cautelares, repetição de condutas ilícitas e risco de fuga. O documento também cita o pastor Silas Malafaia e o comentarista Paulo Figueiredo, que, segundo a PF, atuaram em estratégias de pressão, disseminação de informações falsas e articulações internacionais contra o STF.

De acordo com a investigação, Eduardo Bolsonaro e Paulo Figueiredo buscaram apoio de autoridades dos Estados Unidos para impor sanções a agentes públicos brasileiros sob alegação de perseguição política. Malafaia teria orientado ações de pressão contra ministros da Corte e participado da propagação de narrativas falsas.

A análise do celular de Bolsonaro revelou violações à restrição de uso de redes sociais, incluindo o compartilhamento de vídeos sobre sanções contra Moraes e a promoção de eventos. O relatório também cita conversas do ex-presidente com o advogado norte-americano Martin de Luca, ligado à Trump Media & Technology Group e à plataforma Rumble, responsável por ações contra Moraes nos EUA.

Os investigadores ainda identificaram risco concreto de fuga, ao encontrar em poder de Bolsonaro um documento de 33 páginas redigido como pedido de asilo político ao presidente da Argentina, Javier Milei.

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