Eduardo responde Malafaia após áudio chamando-o de "babaca"
Brasília, Quarta, 03 de junho de 2026
Justiça

Eduardo responde Malafaia após áudio chamando-o de “babaca”

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Por Mariana Albuquerque

Jornalista e pós-graduada em Direito Legislativo.

Deputado reforça apoio ao pastor em meio a investigações da PF

O deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP) respondeu ao pastor Silas Malafaia após a divulgação de um áudio em que o líder religioso o chama de “babaca” e ameaça “arrebentar” com ele em vídeo. As declarações ocorreram em conversa de Malafaia com o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), sobre tarifas impostas pelos Estados Unidos contra o Brasil.

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Em vídeo nas redes sociais, Eduardo disse que os áudios foram obtidos em uma “fishing expedition” contra seu pai, com vazamentos seletivos de conversas privadas. O parlamentar classificou a divulgação como “cortina de fumaça”.

Eduardo também fez referência à aplicação da Lei Magnitsky contra o ministro do STF Alexandre de Moraes e às possíveis sanções a Flávio Dino. “Pastor Silas Malafaia, tamo junto. O senhor está sofrendo os últimos atos desse regime”, afirmou. O deputado disse ainda que as medidas cautelares contra Malafaia representam “desespero”.

Os áudios foram encontrados pela Polícia Federal no celular do ex-presidente Bolsonaro e enviados ao STF junto com relatório que indicia pai e filho por coação no curso do processo e tentativa de abolição do Estado Democrático de Direito.

Na gravação, Malafaia critica Eduardo e elogia Flávio Bolsonaro (PL-RJ) por relacionar a questão tarifária com o debate sobre anistia. “Dá parabéns ao Flávio”, disse o pastor.

Na mesma operação, Malafaia foi alvo de busca e apreensão no aeroporto do Galeão, no Rio de Janeiro, ao desembarcar de Lisboa. Segundo Moraes, sua conduta se enquadra em crimes de coação e obstrução de investigação.

Eduardo Bolsonaro afirmou que suas ações nos Estados Unidos não buscavam interferir em processos judiciais, mas sim defender liberdades individuais e apoiar o projeto de anistia em tramitação no Congresso. Em nota, ironizou a investigação da PF: “Se a tese é de que haveria intenção de influenciar políticas de governo, por que não incluir Trump, Rubio e Bessent como autores?”

O deputado criticou ainda o uso de conversas privadas como prova, classificando a atuação da PF como tentativa de “desgaste político”.

Na semana passada, Eduardo esteve em Washington com o secretário do Tesouro dos EUA, Scott Bessent, e o empresário Paulo Figueiredo. O encontro ocorreu no mesmo dia em que o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, cancelou uma reunião virtual com Bessent, atribuindo a decisão a suposta influência de aliados de Donald Trump. Eduardo negou qualquer interferência e destacou nas redes sociais que teve uma “excelente reunião” sobre relações bilaterais.

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