O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes, determinou hoje (18) o arquivamento do inquérito que investigava a ex-deputada federal Carla Zambelli (PL-SP) por coação no curso do processo e obstrução de investigação.
A apuração foi aberta em junho do ano passado após declarações públicas de Zambelli, feitas depois de deixar o Brasil. Na ocasião, ela afirmou que pretendia permanecer nos Estados Unidos e solicitar asilo político ao governo do presidente Donald Trump. Também declarou que adotaria o “mesmo modus operandi” utilizado pelo ex-deputado Eduardo Bolsonaro (PL-SP) para a “prática de condutas ilícitas”.
O inquérito foi instaurado antes de sua prisão na Itália.
Na decisão, Moraes acolheu manifestação da Procuradoria-Geral da República (PGR), que concluiu não haver elementos suficientes para oferecer denúncia.
“Diante do exposto, acolho a manifestação da Procuradoria-Geral da República e defiro o arquivamento desta investigação”, decidiu o ministro.
Prisão e extradição
Em julho do ano passado, Zambelli foi presa em Roma, na Itália, após deixar o Brasil. Ela possui dupla cidadania.
A ex-parlamentar foi condenada pelo STF a 10 anos de prisão pela invasão ao sistema eletrônico do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), em 2023. Segundo as investigações, ela teria sido a autora intelectual da ação que resultou na emissão de um mandado falso de prisão contra Alexandre de Moraes.
O hackeamento foi executado por Walter Delgatti, que também foi condenado e afirmou ter atuado a mando da então deputada.
Após a saída do país, o governo brasileiro solicitou sua extradição. A decisão final será tomada pela Justiça italiana em audiência prevista para as próximas semanas.
