O grupo xiita Kataib Hezbollah, integrante das Forças de Mobilização Popular do Iraque (PMF), ameaçou nesta quinta-feira (19) atacar bases dos Estados Unidos no Oriente Médio, caso o país entre na guerra entre Israel e Irã. A declaração foi feita pelo líder de segurança do grupo, Abu Ali al-Askari.
“Reafirmamos, com ainda mais clareza, que, caso os Estados Unidos entrem nesta guerra, o desequilibrado Trump perderá todos os trilhões que sonha em angariar nesta região”, afirmou. “Sem dúvida, as bases americanas espalhadas pela região tornar-se-ão semelhantes a campos de caça a patos.”
Al-Askari também ameaçou fechar rotas estratégicas da navegação internacional, como o Estreito de Ormuz, entre os golfos Pérsico e de Omã, e Bab-el-Mandeb, no Mar Vermelho.
Ofensiva israelense
Israel lançou na semana passada o que classificou como “ataque preventivo” contra o Irã, com foco no programa nuclear do regime. O objetivo, segundo o governo israelense, é impedir que Teerã desenvolva armas nucleares.
Como resposta, o Irã disparou drones e mísseis contra o território israelense. O primeiro-ministro Benjamin Netanyahu prometeu manter a ofensiva e atacar todas as bases iranianas.
Até agora, o governo de Israel afirma ter causado danos ao programa nuclear do Irã. Para impactos mais severos, dependeria da atuação direta dos Estados Unidos, demanda já feita pelo governo israelense.
O Hezbollah libanês também declarou apoio a Teerã. Ambos os grupos — libanês e iraquiano — têm histórico de vínculos com o regime iraniano.
Enquanto isso, os EUA ainda não anunciaram se participarão diretamente do conflito. O presidente Donald Trump, no entanto, afirmou que não busca mais um “cessar-fogo”, mas sim uma “vitória completa” sobre o regime iraniano.
