Israel atinge reator iraniano de água pesada em ataque aéreo - Claudio Dantas
Brasília, Quarta, 03 de junho de 2026
Mundo

Israel atinge reator iraniano de água pesada em ataque aéreo

Compartilhe em

Foto do autor

Por Mariana Albuquerque

Jornalista e pós-graduada em Direito Legislativo.

Ataques aéreos conduzidos por Israel atingiram o Reator de Pesquisa de Água Pesada Khondab, no Irã, que ainda estava em construção e não operava. A ofensiva também danificou a usina vizinha responsável pela produção de água pesada, segundo informou a Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA) nesta quinta-feira (19).

✅ Siga o canal do Claudio Dantas no WhatsApp

O Exército israelense confirmou que três instalações nucleares iranianas foram alvos da operação: Natanz, Arak e Isfahan. O reator de água pesada, localizado a cerca de 250 km de Teerã, foi um dos pontos atingidos. Segundo os militares, o objetivo é interromper o avanço do programa nuclear iraniano.

A AIEA declarou: “A AIEA tem informações de que o reator de pesquisa de água pesada Khondab (antigo Arak), em construção, foi atingido. Ele não estava operacional e não continha material nuclear, portanto, não há efeitos radiológicos.”

Inicialmente, a agência informou que não havia indícios de danos na usina de produção de água pesada próxima ao reator. Posteriormente, revisou a avaliação: “Embora os danos à usina de produção de água pesada próxima não fossem visíveis inicialmente, agora se avalia que os principais prédios da instalação foram danificados, incluindo a unidade de destilação.”

O Irã confirmou o ataque por meio da Agência de Notícias Estudantil Iraniana (ISNA) e informou que a instalação foi evacuada antes do bombardeio. Segundo o governo iraniano, não houve risco de contaminação por radiação.

O reator de Arak havia sido redesenhado após o acordo nuclear de 2015 para reduzir riscos de proliferação. O núcleo original foi removido e preenchido com concreto. O Irã havia comunicado à AIEA que a operação do reator começaria em 2026.

Reatores de água pesada utilizam óxido de deutério para moderar nêutrons liberados na fissão nuclear. Além de resfriar o sistema, o processo gera plutônio como subproduto, que pode ser usado na fabricação de armas nucleares.

Escreva seu e-mail para receber bastidores e notícias exclusivas

Não fazemos spam! Leia nossa política de privacidade para mais informações.

Publicidade