Aos 45 anos, Messias pode marcar 3 décadas no STF e aumentar poder de Lula na Corte
Brasília, Quinta, 04 de junho de 2026
Política

Aos 45 anos, Messias pode marcar 3 décadas no STF e aumentar poder de Lula na Corte

CPMI do INSS adia votação sobre convocação de Jorge Messias após articulação governista

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Por Redação

Se aprovado pelo Senado, advogado-geral da União terá um dos mandatos mais longos do tribunal

Com apenas 45 anos, o advogado-geral da União, Jorge Messias, pode integrar o Supremo Tribunal Federal até 2055, quando completará 75 anos, idade-limite para permanência no tribunal.

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Caso seu nome seja aprovado pelo Senado, ele terá um dos mandatos mais extensos entre os ministros atuais, com potencial para atuar por cerca de três décadas.

A indicação reforça a estratégia de Lula para consolidar seu poder no Judiciário. Com Messias, Lula chegará a cinco indicações, quase metade dos atuais integrantes da Corte.

Hoje, já ocupam cadeiras indicadas por ele Cármen Lúcia, Dias Toffoli, Cristiano Zanin e Flávio Dino, escolhidos ao longo de diferentes fases de seus mandatos.

Cármen Lúcia, indicada em 2006, deve se aposentar em 2029. Toffoli, nomeado em 2009, poderá permanecer até 2042.

Os mais recentes, Dino e Zanin, têm longas trajetórias pela frente: Dino pode ficar até 2043; Zanin, o mais jovem da Corte, até 2050. Se confirmado, Messias superará todos em tempo potencial de atuação.

Advogado, mestre e doutor em Direito pela Universidade de Brasília, Messias entrou na AGU em 2007 e construiu carreira que o aproximou de figuras centrais do PT. Foi procurador da Fazenda Nacional, secretário de Regulação do MEC na gestão de Aloizio Mercadante e subchefe de Assuntos Jurídicos da Presidência da República.

Foi justamente nesse período que ganhou projeção nacional. Em 2016, seu nome apareceu em um diálogo entre Lula e Dilma interceptado pela Lava Jato, episódio que ficou conhecido pelo apelido “Bessias”.

A divulgação do áudio ocorreu após o prazo legal das interceptações e acabou considerada irregular pelo Supremo.

A proximidade com Dilma permaneceu e ela esteve na sua posse como ministro da AGU e em encontros reservados com família e aliados.

Messias também transitou pelo Congresso, atuando no gabinete de Jaques Wagner em 2019, e ganhou espaço na transição governamental de 2022, coordenando o grupo de Transparência, Integridade e Controle.

Dentro do governo, Messias construiu pontes com nomes estratégicos, como Esther Dweck, Paulo Teixeira, Rui Costa, Fernando Haddad e Gleisi Hoffmann.

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