O presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), e o advogado-geral da União, Jorge Messias, se encontraram na última semana em Brasília e discutiram o cenário para a sabatina marcada para quarta-feira (29), no Senado.
O encontro ocorreu antes da etapa decisiva da indicação de Messias ao Supremo Tribunal Federal (STF). Na agenda oficial, não há registro do compromisso. No período, o AGU constava em férias entre os dias 22 e 24, enquanto Alcolumbre não divulgou compromissos públicos.
Segundo relatos, a conversa abordou o ambiente político no Senado e o histórico recente de sabatinas com placares apertados. Foi citado o caso de Paulo Gonet, reconduzido à Procuradoria-Geral da República com 45 votos favoráveis e 26 contrários.
Interlocutores de Messias classificaram o encontro como um “reencontro de dois amigos”, após um período de distanciamento. Já aliados de Alcolumbre afirmam que o presidente do Senado não assumiu compromisso com votos, mas indicou que garantirá o andamento institucional do processo.
A reunião também ocorre após meses de tensão entre o Palácio do Planalto e o comando do Senado. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva indicou Messias em novembro, mas só formalizou o envio ao Senado em abril.
Nos bastidores, o encontro foi tratado como parte da articulação para viabilizar a votação. Há relatos de que a reunião ocorreu de forma reservada e contou com a presença de outras autoridades.
A indicação é considerada um dos principais testes do governo no Congresso neste ano.
Tramitação no Senado
A sabatina será realizada na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), composta por 27 senadores. Para avançar, Messias precisa de ao menos 14 votos favoráveis.
Se aprovado, o nome segue para o plenário, onde são necessários 41 votos, em votação secreta. A decisão final sobre a pauta é do presidente do Senado.
O relator da indicação, senador Weverton Rocha (PDT-MA), já apresentou parecer favorável.
Nos bastidores, o governo trabalha para consolidar apoio, enquanto a oposição indica resistência à indicação. A votação ocorre após meses de negociação entre Executivo e Senado.
