Esquerda projeta 16 votos para Messias no STF após tirar Moro
Brasília, Domingo, 14 de junho de 2026
Política

Esquerda projeta 16 votos para Messias no STF após tirar Moro

Mudanças na comissão ampliam base antes de sabatina no Senado

Presidente Lula e o advogado-geral da União, Jorge Messias. Foto: Rafa Neddermeyer/ Agência Brasil
Foto: Rafa Neddermeyer/ Agência Brasil

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Por Mariana Albuquerque

Jornalista e pós-graduada em Direito Legislativo.

O governo calcula ter 16 votos favoráveis à indicação do advogado-geral da União, Jorge Messias, ao Supremo Tribunal Federal após alterações na composição da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado.

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As mudanças incluíram a substituição do senador Sergio Moro (PL-PR) por Renan Filho (MDB-AL) e de Cid Gomes (PSB-CE) por Ana Paula Lobato (PSB-MA).

Moro é crítico da indicação. Já Cid Gomes não havia declarado posição. Segundo senadores governistas, os novos integrantes devem votar a favor de Messias.

Com a alteração, o governo Lula amplia a margem na comissão segundo interlocutores de dentro da CCJ. Antes, a base estimava ter 14 votos, número mínimo para aprovação.

A sabatina está marcada para quarta-feira (29). A articulação é conduzida por líderes governistas, como Jaques Wagner e Randolfe Rodrigues.

Ministros também foram mobilizados. Wellington Dias deve deixar temporariamente o cargo para votar. Camilo Santana também foi acionado para reforçar a base.

Moro criticou a troca na comissão e afirmou que a decisão ocorreu sem aviso prévio.

“O governo Lula não tem certeza da aprovação. Só isso explica a manobra adotada hoje”, declarou.

Ele também afirmou: “Fui informado da minha substituição sem ter sido consultado. É do jogo político, mas reflete a insegurança em relação ao resultado”.

Segundo o senador, a mudança busca limitar questionamentos durante a sabatina.

“O governo teme uma sabatina transparente, em que a oposição possa fazer perguntas pertinentes”, disse.

Durante a sabatina, Messias deve ser questionado sobre temas como o caso do Banco Master, decisões do STF relacionadas aos atos de 8 de janeiro e discussões sobre aborto.

Para ser aprovado ao STF, o indicado precisa de ao menos 41 votos no plenário do Senado.

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