Mercosul assina acordo de livre comércio com EFTA nesta terça
Brasília, Quarta, 03 de junho de 2026
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Mercosul assina acordo de livre comércio com EFTA nesta terça

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Por Mariana Albuquerque

Jornalista e pós-graduada em Direito Legislativo.

Parceria inclui Suíça, Noruega, Islândia e Liechtenstein; exportações brasileiras terão redução tarifária

O Mercosul assina hoje (16) o acordo de livre comércio com a Associação Europeia de Livre Comércio (EFTA), formada por Suíça, Noruega, Islândia e Liechtenstein. O anúncio ocorre em meio às pressões do governo dos Estados Unidos contra o Brasil, após a condenação do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).

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Na segunda-feira (15), o secretário de Estado norte-americano, Marco Rubio, afirmou que haverá resposta à decisão do Supremo Tribunal Federal (STF), que condenou Bolsonaro a 27 anos e 3 meses de prisão.

“Temos esses juízes ativistas – um em particular – que não só perseguiu Bolsonaro, aliás, ele tentou – ele tentou realizar reivindicações extraterritoriais contra cidadãos americanos ou contra alguém que postasse online de dentro dos Estados Unidos, e até ameaçou ir ainda mais longe nesse sentido. Portanto, haverá uma resposta dos EUA a isso”, declarou Rubio.

Não é a primeira manifestação de Washington. O presidente Donald Trump já havia aplicado tarifa de 50% a produtos brasileiros, classificando a condenação do ex-presidente como “caça às bruxas”.

O acordo com a EFTA prevê que quase 99% das exportações brasileiras tenham acesso livre ou preferencial ao mercado dos países do bloco. Produtos agrícolas como carnes, milho, soja, café e frutas terão cotas ou isenção tarifária. O texto também elimina 100% das tarifas de importação da EFTA para bens industriais e pesqueiros. O Mercosul, por sua vez, se compromete a liberalizar cerca de 97% do comércio.

Segundo o Itamaraty, o impacto inicial será de R$ 2,69 bilhões no PIB brasileiro, com aumento projetado de R$ 660 milhões em investimentos até 2044.

Especialistas apontam que, apesar do volume menor em comparação a outros tratados, a relevância está na alta renda per capita dos países envolvidos. O acordo foi concluído durante a gestão argentina na presidência do Mercosul, encerrada em julho, mas a assinatura ocorre sob a presidência do Brasil.

O governo Lula também aposta na ratificação do acordo Mercosul-União Europeia até o fim do ano.

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