Os principais índices do mercado europeu operam em forte queda nesta quinta-feira (3) após o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump (Republicano), impor tarifas comerciais contra países do continente. O DAX, da Alemanha, recuava 2,28% às 10h (horário de Brasília), enquanto o Euro Stoxx 50, da Zona do Euro, caía 3,06%.
Em reação ao tarifaço, as principais bolsas da Europa tiveram as seguintes (%) nesta manhã:
- Londres: – 1,41%
- Paris: – 2,64%
- Frankfurt: 1 1,92%
- Madri: – 1,40%
- Milão: 2,72%
Na Espanha, o Ibex registrava baixa de 1,62%. O FTSE MIB, da Itália, caía 2,66%. Em Londres, o FTSE 100 recuava 1,39%.
A presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, classificou as tarifas como um “duro golpe” para a economia global. Enquanto Bruxelas se movimenta para responder, o impacto nas bolsas já reflete a tensão do mercado.
O republicano justificou as tarifas como uma medida para recuperar a força econômica dos EUA. Ao anunciar o pacote na última segunda-feira (2), Trump chamou o “Liberty Day” de uma nova declaração de independência econômica do país.
“Por anos, cidadãos norte-americanos trabalhadores foram forçados a ficar à margem enquanto outras nações enriqueciam e se tornavam poderosas, muitas vezes às nossas custas. Mas agora é a nossa vez de prosperar”, declarou o presidente.
Desde o início de seu segundo mandato, em 20 de janeiro, Trump intensificou medidas protecionistas para reverter déficits comerciais e fortalecer a indústria americana.
A primeira rodada de tarifas foi anunciada em 1º de fevereiro, com um aumento de 25% sobre produtos do México e do Canadá. O governo justificou a decisão alegando que os países permitiam a entrada de imigrantes ilegais e drogas nos EUA, além de contribuírem para o déficit fiscal. O pacote entrou em vigor em 4 de março, após negociações com a presidente do México, Claudia Sheinbaum (Morena, esquerda), e o então primeiro-ministro do Canadá, Justin Trudeau (Partido Liberal, centro-esquerda).
Nos EUA, os índices futuros recuavam mais de 3%. Uma análise feita pela Bloomberg diz que o S&P pode perder US$ 1,7 trilhão como resultado das tarifas, pois elas afetam duramente empresas europeias, como Apple e Nike, que têm fábricas em países asiáticos.
Trump impôs tarifas para várias economias da região asiática que é onde tem os países mais afetados. Isso porque, a China por exemplo é o país que terá tarifa recíproca de 34%, além dos 20% que já haviam sido aplicados. As tarifas ainda incluem aliados importantes como Japão (24%), Coreia do Sul (25%) e Taiwan (32%). Já para a Tailândia, o imposto será de 36%, enquanto para o Vietnã, a taxa atingirá 46%.
As Bolsas do continente asiático fecharam com desvalorização:
- Tóquio: – 2,77%
- Shenzhen: – 1,40%
- Xangai: 0,24%
- Hong Kong: – 1,52%
- Seul: – 0,76%
No Brasil, a moeda americana caía 1,29%, cotada a R$ 5,6252.
