Cid pediu baixa do Exército, mas não perderá a patente de tenente-coronel
Após colaborar com o Supremo Tribunal Federal ao realizar delação premida na investigação sobre a suposta tentativa de golpe, o tenente-coronel Mauro Cid decidiu se mudar para os Estados Unidos. A decisão foi mantida mesmo depois da sentença proferida nesta quinta-feira (11) que determinou dois anos de detenção em regime aberto.
Segundo informou o Metrópoles, Cid já demonstrava confiança de que, com o acordo de delação premiada e as provas apresentadas, teria uma pena mais branda em comparação aos demais réus. O militar pediu baixa do Exército, mas manterá a patente de tenente-coronel e não deve enfrentar restrições mais severas.
A mudança para os EUA pode ser facilitada pelo fato de ele ter um irmão que vive na Califórnia.
Enquanto Cid recebeu pena reduzida em razão da colaboração, Jair Bolsonaro foi condenado pelo STF a 27 anos e três meses de prisão, tornando-se o primeiro ex-presidente sentenciado por crimes contra a democracia.
O julgamento terminou em 4 a 1 na Primeira Turma. O relator Alexandre de Moraes foi acompanhado por Flávio Dino, Cármen Lúcia e Cristiano Zanin. O único a divergir foi Luiz Fux.
Além da condenação, os ministros decidiram que Mauro Cid ficará inelegível por oito anos, conforme prevê a Lei da Ficha Limpa. O STF também determinou a perda do mandato do deputado federal Alexandre Ramagem (PL-RJ), ex-diretor-geral da Agência Brasileira de Inteligência (Abin).
