Mauro Cid agora diz que decreto de Bolsonaro só seria usado em caso de fraude eleitoral, mas nada foi encontrado - Claudio Dantas
Brasília, Quarta, 03 de junho de 2026
Justiça

Mauro Cid agora diz que decreto de Bolsonaro só seria usado em caso de fraude eleitoral, mas nada foi encontrado

Reprodução

Compartilhe em

Foto do autor

Por Claudio Dantas

Mauro Cid acaba de desmontar a tese central da PGR de que o suposto plano golpista de Jair Bolsonaro foi além de meros atos preparatórios. Na verdade, o ex-ajudante de ordens do ex-presidente enquadra a tal minuta de decreto de Estado de Sítio a uma reação institucional planejada em caso de eventual fraude eleitoral.

✅ Siga o canal do Claudio Dantas no WhatsApp

“Sempre se teve uma ideia de que se pudesse aparecer uma fraude real nas urnas. Tanto que em todas as minhas mensagens, em todas elas, eu falou que não foi encontrada nenhuma fraude, que tudo ficou no campo da estatística, e que de certa forma não ia acontecer nada.”   

Cid acrescentou que nenhuma autoridade, militar ou civil, conseguiu apresentar qualquer indício de fraude nas urnas. “O que apareciam eram estatísticas. Dados tirado do site do próprio TSE, trabalhados no computador.” Segundo o delator, nada que pudesse ser o estopim de algo apareceu.

O coronel também livrou Anderson Torres, ex-ministro da Justiça, de qualquer participação nas articulações sobre a minuta do decreto. Questionado por Alexandre de Moraes se o ex-ministro prestou qualquer tipo de assessoramento jurídico, Cid disse que não e que ele pouco apareceu no Palácio da Alvorada após as eleições. “Uma ou duas vezes no máximo.”

Nenhuma para participar de reuniões sobre o famigerado documento batizado pela imprensa de “minuta do golpe”, mas que apenas se remetia ao Artigo 142 da Constituição.

Escreva seu e-mail para receber bastidores e notícias exclusivas

Não fazemos spam! Leia nossa política de privacidade para mais informações.

Publicidade