Marinho denuncia Messias por prevaricação e aciona PGR e TCU
Brasília, Quinta, 02 de julho de 2026
Justiça

Marinho denuncia Messias por prevaricação e aciona PGR e TCU

Rogério Marinho emplaca PEC da liberdade de imprensa
Foto: Jefferson Rudy/Agência Senado

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Por Karoline Cavalcante

Jornalista e pós-graduanda em Marketing Político e Campanhas Eleitorais

Senador acusa AGU de ignorar alertas internos sobre fraudes contra aposentados

O líder da oposição no Senado, Rogério Marinho (PL-RN), pediu que a Procuradoria-Geral da República (PGR), o Tribunal de Contas da União (TCU) e a Comissão de Ética da Presidência investiguem o advogado-geral da União, Jorge Messias, por suposta prevaricação em casos de descontos ilegais aplicados a aposentados do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS).

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“O governo Lula sabia, foi alertado e cruzou os braços enquanto entidades politicamente alinhadas continuavam roubando os aposentados. A omissão deliberada da AGU feriu a ética, a legalidade e o dever de proteger o interesse público”, iniciou.

“Por isso, recorremos aos órgãos de controle para assegurar que quem escolheu proteger aliados, e não os aposentados, responda por seus atos”, destaca Rogério Marinho”, concluiu.

Marinho mencionou os alertas internos da AGU sobre irregularidades praticadas por entidades sindicais desde 2024.

Documentos do órgão, usados como base nos pedidos, apontavam possível participação de grupos como a Confederação Nacional dos Trabalhadores na Agricultura (Contag), o Sindicato Nacional dos Aposentados, Pensionistas e Idosos (Sindnapi) e a Confederação Nacional dos Agricultores Familiares e Empreendedores Familiares Rurais do Brasil (Conafer)

Mesmo com recomendações de abertura de processos administrativos e cancelamento de convênios, Messias deixou de incluir seis das nove entidades citadas no relatório ao pedir, em maio de 2025, o bloqueio de R$ 2,5 bilhões em bens, entre elas o Sindnapi, que tem como vice-presidente Frei Chico, irmão do presidente Lula (PT).

A AGU afirma que o relatório tinha caráter administrativo, não identificava fraudes e não servia como base para ações judiciais.

Marinho acusa Messias de atuar de forma seletiva, favorecer entidades alinhadas ao governo e ampliar prejuízos milionários a segurados. Ele pede ao TCU auditoria sobre a atuação da AGU, investigação criminal pela PGR e apuração ética por possível favorecimento político.

Nesta quinta-feira (20), Lula confirmou Messias para a vaga de Luís Roberto Barroso no Supremo Tribunal Federal (STF). A nomeação será publicada em edição extra do Diário Oficial da União, e Messias ainda será remetido a aprovação em sabatina pelo Senado.

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