Manifestantes denunciam ativismo judicial e omissão do Congresso
Ao menos 15 capitais brasileiras recebem neste domingo (3) manifestações contra o arbítrio do Judiciário e a favor da anistia pelos presos do 8 de janeiro. Os atos, convocados após novas medidas restritivas determinadas pelo ministro Alexandre de Moraes, do STF, reúnem apoiadores contra o ativismo judicial e a omissão do Congresso Nacional em pautar o PL da anistia.
As manifestações acontecem num momento de pressão política e econômica, com sanções dos Estados Unidos.
“Queremos mostrar que há uma insatisfação no Brasil com esse ativismo judiciário e o Congresso omisso”, afirmou o deputado estadual Lucas Bove (PL-SP), que organizou, junto ao pastor Silas Malafaia, o ato na avenida Paulista.
Mesmo sem a presença de Bolsonaro, que está obrigado a permanecer em casa durante os finais de semana, e sem Michelle ou seus filhos, os apoiadores se mobilizaram. Malafaia acusou Moraes de censura e arbitrariedades.
“Estamos debaixo de censura, de um ditador chamado Alexandre de Moraes, ele [Bolsonaro] não pode correr risco de um cara que não tem lógica, não existe direito, não existe justiça, não vai ter telão nenhum, fala nenhuma dele”, disse.
Bonecos de Moraes e Lula vestidos de presidiários e faixas pedindo o impeachment do ministro ajudaram a reforçar o tom de protesto.
As primeiras cidades a iniciarem as manifestações começaram às 10h. Em outros locais, o início se dará ao longo do dia. Na Avenida Paulista, palco principal, está marcada para as 14h, organizada pelo pastor Silas Malafaia.

