Durante participação no programa Alive, nesta segunda-feira (19), o senador Magno Malta (PL-ES) criticou a decisão do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes que anulou a sindicância aberta pelo Conselho Federal de Medicina (CFM) para apurar o atendimento médico prestado ao ex-presidente Jair Bolsonaro após uma queda registrada no início do mês.
Segundo o parlamentar, a medida representa interferência direta na autonomia do CFM e na autoridade médica.
“O Conselho Federal de Medicina é a última palavra. Em situação de risco, a autoridade é do médico”, afirmou.
Malta declarou que Moraes “viola qualquer coisa” e atua acima das instituições.
O senador também condenou a determinação do ministro para que a Polícia Federal ouça o presidente do CFM, José Hiran da Silva Gallo, e avalie eventual responsabilidade criminal da entidade. Para ele, a iniciativa configura intimidação institucional.
“O que o Conselho pode fazer além de emitir uma nota? Depois disso, ele manda a Polícia Federal investigar o CFM”, disse.
O parlamentar voltou a defender o impeachment do ministro e afirmou que o Senado precisa reagir.
“Esse cara precisa de punição, e a punição é o impeachment”, declarou.
Sindicância
A sindicância havia sido solicitada pelo CFM ao Conselho Regional de Medicina do Distrito Federal (CRM-DF) após denúncias sobre suposta demora no atendimento médico a Jair Bolsonaro. Em nota, o CFM afirmou ter recebido “denúncias formais” e recomendado “monitoramento contínuo e imediato” do ex-presidente.
Ao anular a medida, Moraes afirmou que o CFM não possui competência correicional sobre a Polícia Federal e classificou a iniciativa como ilegal e com desvio de finalidade. O ministro destacou ainda que Bolsonaro recebe atendimento médico integral da equipe da PF desde novembro de 2025 e que exames recentes indicaram estabilidade clínica.
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