'Mais um instrumento de perseguição', diz Ramagem sobre pedido de condenação - Claudio Dantas
Brasília, Quarta, 03 de junho de 2026
Justiça

‘Mais um instrumento de perseguição’, diz Ramagem sobre pedido de condenação

Lewandowski demite Ramagem e Torres da PF após decisão do STF que determinou perda dos cargos. Portarias serão publicadas em edição extra do DOU

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Por Isac Mascarenhas

Deputado classificou pedido de condenação como construção para extinguir direita

O deputado federal Alexandre Ramagem (PL-RJ), ex-chefe da Agência Brasileira de Inteligência (Abin) e um dos réus no processo que investiga a suposta tentativa de golpe de Estado em 2022, reagiu ao pedido de condenação feito pela Procuradoria-Geral da República (PGR). Para Ramagem, a ação da PGR é parte de um “plano” que “se afasta do direito e das provas” e serve como “mais um instrumento de perseguição, censura e insegurança”.

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A PGR pediu ao Supremo Tribunal Federal (STF) a condenação de Bolsonaro e de outros sete réus, incluindo Ramagem, por crimes como organização criminosa, golpe de Estado e tentativa de abolição violenta do Estado Democrático de Direito.

O procurador-geral Paulo Gonet, no documento de 517 páginas, acusou Ramagem de municiar Bolsonaro com argumentos para atacar autoridades e desacreditar o Judiciário, além de auxiliar na construção de discursos e no reforço da suposta mensagem de fraude eleitoral.


Nas redes sociais, Ramagem afirmou que “para surpresa de ninguém, a PGR apresentou suas alegações finais pedindo condenação de todos do seu núcleo crucial da ‘trama’ do golpe”. Ele criticou a atuação do Ministério Público, dizendo que “deveria ser o fiscal da lei, mas está de joelhos a um sistema inconstitucional de concentração e manutenção de poder”.

O deputado questionou a base da acusação, que, segundo ele, não configura crime. “Apontar haver ‘trama’, no direito não é crime. Vínculo com 08/Jan, não existe. Apenas construção pra acusar, condenar e retirar o maior líder da direita do cenário político”, declarou Ramagem.

Ele ainda ironizou as acusações sobre o suposto plano golpista: “Minuta do Google. Invenções, sem ordem para executar. Organização criminosa armada, sem armas. Golpe sem forças armadas, só com pipoqueiro e algodão-doce. Na verdade, uma grande armadilha judicial para extinguir a direita”.

Ramagem finalizou sua crítica afirmando que “a verdadeira justiça ainda virá”, em meio ao que descreveu como um “sistema autoritário, destruindo nossas instituições, querendo falsamente se respaldar em soberania e democracia, que na verdade tanto corrompem.”

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