Missão voltada ao combate ao narcotráfico deve ser retomada no domingo
A Marinha dos Estados Unidos determinou nesta terça-feira (19) o retorno de seu grupo naval à base de Norfolk, na Virgínia, interrompendo uma missão próxima à Venezuela. O recuo foi motivado pelo avanço do furacão Erin, que atingiu categoria 5.
A frota, que havia deixado a costa americana há apenas cinco dias, é composta por três navios de assalto anfíbio, além de 4.500 militares. A operação integra a 22ª Unidade Expedicionária de Fuzileiros Navais e é conduzida pelo U.S. Southern Command.
Segundo comunicado da Marinha, a retirada antecipada tem caráter preventivo, já que a tempestade deve atingir Virgínia e Maryland a partir desta quinta-feira (21). O grupo naval voltou na manhã de terça-feira, antes do previsto, e a expectativa é de que retome a missão no Caribe no domingo (24), embora a data ainda não esteja confirmada.
A mobilização envolve os navios USS Iwo Jima, USS Fort Lauderdale e USS San Antonio, além de três contratorpedeiros equipados com sistema Aegis, um submarino nuclear e aeronaves de vigilância.
O governo americano justifica a presença militar no Caribe como parte da ofensiva contra o narcotráfico, anunciada pelo presidente Donald Trump no início do mês.
A operação mira principalmente o regime de Nicolás Maduro, acusado de comandar o chamado Cartel de los Soles. O Tesouro dos EUA mantém em vigor uma recompensa de US$ 50 milhões pela captura do líder venezuelano.
