Lula sanciona Orçamento 2026 com prazo para emendas
Brasília, Quarta, 03 de junho de 2026
Política

Lula sanciona Orçamento de 2026 com prazo para pagamento de emendas

Em discurso no STF, Lula afirmou que Judiciário não busca protagonismo e age no cumprimento da Constituição
Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

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Por Gianlucca Gattai

Jornalista político e assuntos internacionais.

Mais da metade das emendas parlamentares terá de ser paga até o fim do 1º semestre

Lula (PT) sancionou, com vetos, o Orçamento de 2026. A medida foi publicada em edição extra do Diário Oficial da União (DOU) na noite de ontem (31). O Congresso Nacional aprovou a LDO no dia 19 de dezembro.

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O texto sancionado pelo petista define regras para execução e elaboração do Orçamento e determina que mais da metade das emendas parlamentares seja paga até o fim do 1º semestre. A obrigação vale para emendas individuais e de bancada.

O governo terá de quitar 65% do total dessas emendas destinadas à saúde e à assistência social, que concentram a maior parte dos recursos indicados pelos parlamentares. A medida se aplica também às transferências especiais, conhecidas como “emendas PIX”.

O relator da LDO, deputado Gervásio Maia (PSB-PB), disse que percentual e prazo foram negociados pelo Congresso com o Planalto. Inicialmente, parlamentares defendiam que todas as emendas para saúde e assistência social fossem pagas até julho de 2026, mas o governo alertou que isso poderia “engessar” a execução orçamentária.

Em dezembro, o Congresso aprovou R$ 61 bilhões em emendas parlamentares para 2026. Pela Constituição, metade das emendas individuais deve obrigatoriamente ir para a saúde. Com o calendário sancionado, a maior parte das indicações será paga antes das eleições.

Lula vetou trecho que mudava o cálculo de correção do fundo partidário. O governo Lula (PT) havia proposto R$ 1,43 bilhão para 2026. Consultores apontam que a alteração aprovada pelo Congresso poderia elevar o fundo em R$ 150 milhões.

O texto original do Planalto considerava o valor aprovado em 2023, corrigido em até 2,5% acima da inflação. O Congresso definiu referência em 2016.

Lula justificou o veto alegando que o aumento reduziria recursos para despesas da Justiça Eleitoral e poderia elevar gastos acima dos limites primários.

O Orçamento de 2026 também prevê que fundos partidário e eleitoral não poderão ser contingenciados. A comissão do Congresso sobre a LDO definiu R$ 4,9 bilhões para financiamento de campanha em 2026.

A LDO deste ano define também meta fiscal de superávit de R$ 34,3 bilhões, com tolerância entre déficit zero e R$ 68,5 bilhões. Gastos com reestruturação de estatais, limitados a R$ 10 bilhões, foram retirados do cálculo, atendendo a pedido do governo. O texto impede ampliação de benefícios tributários, criação de novas despesas obrigatórias e fundos para políticas públicas.

O Planalto poderá adotar o piso da meta fiscal (déficit zero) como referência para congelamento de despesas ao longo de 2026.

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