Lula publicou cartas e deu 22 entrevistas durante prisão na PF
Brasília, Terça, 14 de julho de 2026
Política

Lula publicou cartas e deu 22 entrevistas durante prisão na PF

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Foto: Ricardo Stuckert / PR

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Por Redação

A decisão de ontem (13) do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes de proibir por 90 dias as visitas do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) ao ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) reacendeu comparações com a atuação política de Lula (PT) durante o período em que esteve preso na Superintendência da Polícia Federal (PF) em Curitiba.

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Entre 7 de abril de 2018 e 8 de novembro de 2019, o petista divulgou cartas com conteúdo eleitoral e concedeu 22 entrevistas a veículos brasileiros e estrangeiros, de acordo com levantamento do próprio Instituto Lula.

Em 15 de agosto de 2018, já preso há mais de 4 meses, Lula teve sua candidatura à Presidência da República registrada pelo PT no Tribunal Superior Eleitoral (TSE), com Fernando Haddad como vice. Na mesma data, divulgou uma carta aos apoiadores.

“Enquanto eu estiver preso, cada um de vocês será a minha perna e a minha voz”, escreveu o petista, afirmando que brigaria “pelo registro até o final”.

Antes disso, em maio de 2018, Lula enviou outra carta à então presidente do PT, Gleisi Hoffmann, descartando qualquer substituição na disputa. “Admitir um plano B para o PT seria assumir um crime que não cometi”, afirmou. Também escreveu que permaneceria candidato “até que a verdade apareça”.

Durante a prisão, Lula também comentou outros assuntos. Em junho de 2018, o jornalista Zé Trajano leu um texto escrito pelo petista sobre a Copa do Mundo da Rússia.

A candidatura de Lula acabou barrada pela Justiça Eleitoral. Haddad assumiu a chapa do PT e foi derrotado por Jair no segundo turno das eleições de 2018.

No caso de Bolsonaro, condenado no caso da suposta “trama golpista”. Moraes afirmou que a divulgação da carta publicada por Flávio viola as medidas cautelares da domiciliar humanitária. O ministro do Supremo destacou que o ex-presidente está proibido de se comunicar, inclusive por intermédio de terceiros.

Além disso, o magistrado apontou possível propaganda eleitoral antecipada, já que Flávio é pré-candidato à Presidência da República.

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