Lula exonera ministros para votação da MP do IOF
Brasília, Quarta, 03 de junho de 2026
Política

Lula exonera ministros para votação da MP do IOF

Lula anuncia crédito habitacional de R$ 40 bilhões para reformas em casas populares, aumentando despesas públicas
Lula anuncia crédito habitacional de R$ 40 bilhões para reformas em casas populares, aumentando despesas públicas Foto: Joédson Alves/Agência Brasil

Compartilhe em

Foto do autor

Por Karoline Cavalcante

Jornalista e pós-graduanda em Marketing Político e Campanhas Eleitorais

O texto enfrenta forte resistência e o governo articula para evitar que seja derrubado

Em uma clara manobra política para recompor apoio no Congresso, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) exonerou, a pedido, três ministros de partidos da base aliada: Celso Sabino (Turismo), Silvio Costa Filho (Portos e Aeroportos) e André Fufuca (Esporte). A decisão foi publicada em edição extra do Diário Oficial da União nesta quarta-feira (8).

✅ Siga o canal do Claudio Dantas no WhatsApp

A estratégia do Planalto é permitir que os ministros — todos deputados federais licenciados — retornem aos seus mandatos e participem da votação decisiva da Medida Provisória 1.303/2025, que trata da tributação de investimentos financeiros. O texto enfrenta forte resistência e o governo está articulando para evitar que seja derrubado.

A MP tenta compensar a perda de arrecadação após a derrubada do decreto que aumentava o Imposto sobre Operações Financeiras (IOF), com expectativa de reforçar o caixa em até R$ 17 bilhões em 2026. Porém, é vista por parlamentares da oposição como um “aumento disfarçado de impostos”.

A proposta foi aprovada na comissão mista por apenas um voto de diferença (13 a 12) e agora encontra resistência dentro da própria base aliada. O PP, por exemplo, fechou questão contra a matéria.

“Após reunião realizada nesta quarta-feira (08), as bancadas do Progressistas na Câmara e no Senado deliberaram por fechar questão contra a MP 1.303. A decisão reafirma o compromisso do nosso partido com o povo brasileiro de impedir qualquer novo aumento de carga tributária no país”, disse o partido em nota.

Para o governo, a rejeição da MP implicaria cortes em áreas sensíveis. O líder do PT na Câmara, deputado Lindbergh Farias (RJ), reforçou o alerta:

“Se derrubarem essa medida provisória, o impacto será de R$ 35 bilhões. O que o governo vai ter que fazer? Cortar despesas. De onde? Saúde, educação, programas sociais. Vai ficar muito ruim para o Parlamento”, afirmou.

Escreva seu e-mail para receber bastidores e notícias exclusivas

Não fazemos spam! Leia nossa política de privacidade para mais informações.

Publicidade