O governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) é considerado “pior” que o do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) por 44% dos eleitores. A taxa subiu dois pontos percentuais desde janeiro, atingindo o maior patamar registrado pelo PoderData desde o início do terceiro mandato do petista.
Os dados, coletados entre 15 e 17 de março de 2025, mostram que a taxa dos que preferem a atual gestão caiu para 32%, uma queda de 14 pontos desde a posse. Esta é a quarta vez que Lula fica atrás de Bolsonaro na série histórica da pesquisa.
Aqueles que não veem diferença significativa entre os dois governos somam 22%. Outros 2% não souberam responder.
A pesquisa foi realizada pelo PoderData, empresa do grupo Poder360 Jornalismo, com recursos próprios. Foram 2.500 entrevistas em 198 municípios das 27 unidades da Federação. A margem de erro é de dois pontos percentuais.
Entre os eleitores que votaram em Lula no segundo turno de 2022, 15% consideram seu governo pior que o de Bolsonaro. Outros 26% dizem não notar diferença entre as gestões, e 56% avaliam a administração petista como melhor. No grupo que votou em Bolsonaro, 82% classificam o governo Lula como pior e apenas 5% como melhor.

A insatisfação também cresce entre as mulheres. A aprovação do presidente entre o público feminino despencou de 45% em janeiro de 2023 para 21% em março de 2025. Hoje, 37% das entrevistadas avaliam Lula como ruim ou péssimo, o mesmo percentual das que consideram seu governo regular.

O presidente acumula falas controversas consideradas machistas. Em 12 de março, disse que colocou uma “mulher bonita” à frente da articulação política do governo, referindo-se à ministra da Secretaria de Relações Institucionais, Gleisi Hoffmann. Em janeiro, afirmou ser “amante da democracia”, não marido, pois “as amantes são mais amadas do que as mulheres casadas”.
Enquanto minimiza pesquisas de opinião em público, o governo gasta milhões em levantamentos internos com a Nexus, do grupo FSB. Em 2023, o Planalto usou apenas 58% do valor contratado (R$ 6,9 milhões). Em 2024, executou 67% (R$ 8 milhões), sendo R$ 2 milhões pagos apenas este ano.
Apesar do discurso oficial de estabilidade, os números mostram que a popularidade de Lula segue em queda, refletindo a desconfiança crescente dos brasileiros com sua gestão.
