Lula pede processo contra servidor da CGU por agressão
Brasília, Quarta, 03 de junho de 2026
Brasil

Lula pede processo contra servidor da CGU por agressão

Dívida - Segundo Lula, o episódio é “inadmissível” e exige uma resposta firme do poder público. Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil
Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

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Por Karoline Cavalcante

Jornalista e pós-graduanda em Marketing Político e Campanhas Eleitorais

Caso aconteceu em Águas Claras; imagens da agressão viralizaram nas redes sociais

O presidente Lula (PT) determinou nesta quinta-feira (25) a abertura de processo interno na Controladoria-Geral da União (CGU) contra o servidor federal que agrediu uma mulher e o filho dela, de quatro anos, no Distrito Federal. As imagens do ataque circularam amplamente nas redes sociais.

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Segundo Lula, o episódio é “inadmissível” e exige uma resposta firme do poder público.

“Não vamos fechar os olhos aos agressores de mulheres e crianças, estejam eles onde estiverem ou ocupem as posições que ocuparem. Um servidor público deve ser exemplo de conduta dentro e fora do local de trabalho”, afirmou.

O agressor foi identificado como David Cosac Junior, de 49 anos, analista de sistemas da CGU. O caso ocorreu na noite de 7 de dezembro, em Águas Claras, e foi registrado por câmeras de segurança do prédio onde a vítima mora.

Nas imagens, ele aparece atacando a mulher e a criança com socos e tapas por cerca de 20 segundos, interrompendo apenas quando mãe e filho caíram ao chão.

A Polícia Civil investiga o caso, mas ainda não informou se o suspeito foi preso. Segundo o boletim de ocorrência, ele alegou que a agressão ocorreu após o término do relacionamento e um desentendimento com a vítima.

A CGU já adotou medidas administrativas, como a revogação da função de substituto eventual da chefia do servidor, a proibição de ingresso nos prédios da instituição enquanto a apuração estiver em andamento e o encaminhamento do caso à Corregedoria e à Comissão de Ética para investigação disciplinar.

O ministro da CGU, Vinícius Marques de Carvalho, classificou os fatos como “gravíssimos e inaceitáveis” e destacou que violência contra mulheres e crianças é crime.

Ele reforçou que a instituição não se omitirá diante de episódios como este e que a conduta de servidores deve estar em conformidade com a moralidade administrativa prevista na Lei nº 8.112/1990.

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