Luciano Hang se pronuncia após condenação do TSE - Claudio Dantas
Brasília, Quarta, 03 de junho de 2026
Justiça

Luciano Hang se pronuncia após condenação do TSE

Havan registra faturamento de R$ 18,5 bilhões e lucro líquido de R$ 3,5 bilhões em 2025. Empresa amplia lojas, aumenta fluxo de clientes e projeta 200 unidades em 2026

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Por Mariana Albuquerque

Jornalista e pós-graduada em Direito Legislativo.

O empresário Luciano Hang, dono da rede Havan, se manifestou nesta quinta-feira (5) após ser declarado inelegível por oito anos pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

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A decisão, proferida em abril pelo ministro André Ramos Tavares e confirmada na segunda-feira (2), aponta abuso de poder econômico durante o período eleitoral de 2020.

Segundo a sentença, Hang participou de um evento em Santa Rosa (RS) dias antes das eleições municipais, onde anunciou a instalação de uma nova unidade da Havan. O ato teve presença do então candidato à reeleição, Anderson Mantei (PP), e do ex-prefeito Alcides Vicini (PP). Para o TSE, a cerimônia “extrapolou os limites da atuação permitida em período eleitoral”.

A ação foi movida após as eleições pela coligação União do Povo por Santa Rosa (PT, PCdoB, PL e PDT). Apesar de reeleito, Mantei também foi declarado inelegível até 2028, assim como Vicini.

Em rede social, Hang disse que a condenação teve origem em uma visita de trabalho à cidade, quando avaliava terrenos para a nova loja. Ele afirmou que, durante a visita, encontrou um candidato e gravou um vídeo. “A decisão foi baseada nesse fato”, escreveu.

O empresário atribuiu a ação a partidos de esquerda e criticou a decisão do ministro por desconsiderar decisões anteriores que reconheciam seu direito à manifestação política. “O ministro desconsiderou todas as decisões anteriores sobre o caso, que haviam reconhecido o meu direito de se manifestar politicamente, dentro das garantias constitucionais da liberdade de expressão”, escreveu.

A defesa de Hang afirma que não há lei que proíba empresários de se manifestarem durante o período eleitoral. “Reafirmo que não existe nenhuma lei que proíba empresários de apoiarem candidatos ou expressarem suas opiniões políticas”, declarou.

A equipe jurídica estuda medidas para reverter a decisão. Mantei e Vicini também vão recorrer. O advogado de Mantei, Guilherme Barcelos, declarou que “não houve irregularidade”. César Augusto Schmitt Sousa, advogado de Vicini, disse ter recebido a decisão com “total surpresa” e que “apresentará o competente recurso”.

Hang afirmou que continuará defendendo a liberdade econômica e o direito à participação política de empresários. “O empreendedor brasileiro pode e deve participar do processo político sem ser perseguido ou atacado”, disse. “Vou continuar levantando a bandeira da liberdade econômica e de um Estado menor e mais eficiente.”

A decisão já está em vigor, mas cabe recurso.

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