Líder do PT admite erro do governo na disputa pela CPMI do INSS - Claudio Dantas
Brasília, Quarta, 03 de junho de 2026
Política

Líder do PT admite erro do governo na disputa pela CPMI do INSS

Lindbergh Farias, líder do governo na Câmara, critica Bolsonaro
Foto: Fabio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil

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Por Redação

O governo Lula sofreu uma derrota expressiva no Congresso Nacional nesta quarta-feira (20) quando a oposição conseguiu tomar o comando da CPMI do INSS, contrariando as expectativas do Planalto. O senador Carlos Viana (Podemos-MG), oposicionista, foi eleito presidente por 17 votos a 14, derrotando o nome defendido pelo Executivo, Omar Aziz (PSD-AM). O líder do PT, Lindbergh Farias (RJ), admitiu que houve falha na articulação do governo.

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“Houve uma subestimação [da oposição], podíamos ter tido uma mobilização, mais atenção. Houve um erro”, reconheceu.

Segundo o petista, a base governista assumiu que controlaria a comissão por ter maioria numérica, mas a ausência de deputados aliados abriu espaço para que a oposição utilizasse suplentes e virasse o jogo.

“Houve algum tipo de cochilo, isso é inconteste. A base do governo foi surpreendida porque tinha que ter se mobilizado mais, isso é um fato”, acrescentou.

A ministra das Relações Institucionais, Gleisi Hoffmann, convocou uma reunião de emergência com líderes da base e integrantes do PT para cobrar explicações.

“Ela fez uma cobrança, de que temos que estar mais ligados, os líderes têm que estar ligados, a articulação entre Senado e Câmara [estar] mais forte”, disse Lindbergh.

Com a eleição de Viana, a oposição ainda emplacou o deputado Alfredo Gaspar (União-AL) como relator da CPMI, reforçando o controle sobre os trabalhos. A indicação do deputado Ricardo Ayres (Republicanos-PB), apoiado pelo governo, foi rejeitada.

A mudança de comando transformou uma comissão que o Planalto acreditava dominar em um colegiado liderado por opositores, ampliando o risco de desgaste para Lula. A CPMI investigará os descontos irregulares em aposentadorias do INSS.

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