Justiça solta suspeito ligado a esquema com CV
Brasília, Quinta, 04 de junho de 2026
Justiça

Justiça solta suspeito ligado a esquema com CV e empresas de fachada

Decisão libera 18 investigados da Operação Fallax, incluindo apontado operador do grupo

De acordo com a Polícia Federal, 18 pessoas presas durante a operação foram liberadas (Foto: Reprodução/EPTV)
De acordo com a Polícia Federal, 18 pessoas presas durante a operação foram liberadas (Foto: Reprodução/EPTV)

Compartilhe em

Foto do autor

Por Mariana Albuquerque

Jornalista e pós-graduada em Direito Legislativo.

A Justiça Federal determinou ontem (31) a soltura de 18 suspeitos presos durante a Operação Fallax, deflagrada pela Polícia Federal na semana passada contra fraudes bancárias de até R$ 500 milhões. E

✅ Siga o canal do Claudio Dantas no WhatsApp

ntre os alvos que deixaram a prisão está Thiago Branco de Azevedo, o Ralado, apontado como principal operador do esquema. A decisão acontece cinco dias após a prisão dele.

De acordo com as investigações, Ralado criou uma rede de empresas de fachada em nome de terceiros que era usada pelo Comando Vermelho e por executivos da holding Fictor, também investigados.

Ralado se entregou à polícia na última sexta-feira, em Piracicaba (SP), após ficar dois dias foragido. Na audiência de custódia, sua prisão havia sido mantida. A companheira do suspeito, Glaucia Juliana Iglesias, e o cunhado, Julio Ricardo Iglesias, também foram soltos. A decisão é da juíza Maria Isabel do Prado.

Segundo a PF, mensagens indicam conversas entre o CEO da Fictor, Rafael Góis, e Ralado sobre operações financeiras com uso de empresas de fachada. O operador utilizava documentos falsos e laranjas para obter empréstimos bancários fraudulentos, com apoio de gerentes cooptados mediante pagamento de propina.

A Justiça determinou a quebra de sigilo bancário de Rafael Góis e do ex-sócio Luiz Rubini, além do bloqueio de até R$ 47 milhões.

A atuação de Ralado foi identificada pelo Ministério Público de São Paulo em 2024, em investigação contra o grupo conhecido como Bando do Magrelo, que atuava no interior paulista. Segundo apuração, a estrutura de empresas também era usada para lavagem de dinheiro do tráfico de drogas.

Escreva seu e-mail para receber bastidores e notícias exclusivas

Não fazemos spam! Leia nossa política de privacidade para mais informações.

Publicidade