Petistas pediam R$ 60 mil por post nas redes sociais sobre “trisal”
A juíza Thais Araújo Correia, da 17ª Vara Cível de Brasília, negou a ação em que Gleisi Hoffmann, ministra das Relações Institucionais, e Lindbergh Farias, líder do PT na Câmara, pediam R$ 60 mil de indenização contra o deputado Gustavo Gayer (PL-GO). O processo foi motivado por uma publicação nas redes sociais em que o parlamentar sugeriu a formação de um “trisal” entre Gleisi, Lindbergh e o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP).
Na ação, os petistas alegaram que a postagem teve intenção de constrangê-los e atingir suas honras. Gayer, em defesa, invocou a imunidade parlamentar e afirmou que “deveria prevalecer a liberdade de expressão” e que “não houve a demonstração de danos morais”.
A magistrada concluiu que não houve “excesso” nas manifestações do deputado. Segundo ela, apesar de conter “grosserias”, as publicações foram reação a declarações do presidente Lula. Para a juíza, as falas de Gayer “representam apenas a rudeza do interlocutor” e não desabonam a imagem dos autores.
Thais Correia destacou ainda que Gleisi e Lindbergh, por ocuparem cargos públicos, “não estão infensos a críticas próprias da política”. Ela afirmou que os comentários não tiveram força para causar dano moral.
A juíza reconheceu que as manifestações ocorreram no exercício do mandato e se enquadram na liberdade de expressão parlamentar. Com isso, determinou que os petistas arquem com as custas do processo e paguem honorários fixados em 10% do valor da causa atualizado.
