A Justiça italiana decidiu nesta sexta-feira (1º) manter a prisão da deputada federal licenciada Carla Zambelli (PL-SP), que está detida no presídio feminino de Rebibbia, nos arredores de Roma. A decisão ocorreu após uma audiência de custódia na Corte de Apelação de Roma, confirmada pelo embaixador do Brasil na Itália, Renato Mosca, e pela da Polícia Federal.
A defesa de Zambelli havia solicitado sua liberação, mas o juiz Aldo Morgigni, que conduziu a sessão de três horas na 4ª Seção Penal, decidiu que ela permanecerá presa pelo menos até uma segunda audiência, prevista para meados de agosto.
Zambelli foi presa na terça-feira (29) pelas autoridades italianas após ser localizada em um apartamento em Roma. Ela estava na lista de procurados da Interpol, a polícia internacional, e o Brasil solicitou sua extradição.
O processo de extradição na Itália é complexo e pode ser demorado, envolvendo a Corte de Apelação e a Corte de Cassação. Se esses tribunais decidirem pela extradição, a palavra final caberá ao ministro da Justiça da Itália, em uma análise de caráter político. As autoridades brasileiras estimam que esse processo possa levar de um ano e meio a dois anos.
No Brasil, o STF já condenou Zambelli e determinou a perda de seu mandato de deputada. A Câmara dos Deputados pode declarar a perda definitiva do mandato após a análise da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), prevista para ser realizada ainda neste mês.
