O ex-deputado republicano George Santos foi condenado nesta sexta-feira (25) a 87 meses de prisão, o equivalente a sete anos e três meses, por fraudes financeiras, roubo de identidade e uso indevido de recursos de campanha. A sentença foi proferida pela juíza Joanna Seybert, no Tribunal Distrital dos Estados Unidos, marcando o fim da trajetória política de Santos, que chegou a ser expulso do Congresso americano em 2023.
Durante o julgamento, Santos reconheceu ter enganado doadores e usado identidades de pelo menos uma dúzia de pessoas, incluindo familiares, para financiar sua campanha eleitoral. Ao confessar os crimes, também aceitou pagar cerca de 580 mil dólares em penalidades, dentro de um acordo firmado com a promotoria.
No tribunal, o ex-parlamentar se declarou “humilhado” e “arrependido”, pediu clemência e tentou minimizar os danos, mas teve a imagem desmentida pela própria promotoria. O promotor Ryan Harris destacou a frieza das ações de Santos, lembrando que vítimas com graves problemas de saúde, entre elas uma mulher com danos cerebrais e dois homens com demência, também foram prejudicadas pelo esquema.
A promotoria também apontou a contradição entre o discurso do ex-deputado e suas postagens recentes nas redes sociais, em que se apresentava como vítima de perseguição. Apesar disso, a defesa insistiu numa pena mais branda, afirmando que Santos seria um homem “gentil e atencioso”.
Antes de ser eleito em 2022, Santos chegou a receber benefícios de desemprego enquanto trabalhava para uma empresa na Flórida. O caso chama atenção pela ironia: já no Congresso, ele copatrocinou projetos de lei contra fraudes no seguro-desemprego.
