Moraes manda reter celular de cozinheira na casa de Bolsonaro
Brasília, Domingo, 21 de junho de 2026
Justiça

Moraes manda reter celular de cozinheira na casa de Bolsonaro

STF permitiu acesso da funcionária durante prisão domiciliar, mas determinou apreensão temporária de aparelhos eletrônicos

Ministro Alexandre de Moraes
Ministro Alexandre de Moraes. Foto: Rosinei Coutinho/SCO/STF

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Por Mariana Albuquerque

Jornalista e pós-graduada em Direito Legislativo.

O ministro do STF Alexandre de Moraes autorizou a entrada da cozinheira da família Bolsonaro na residência onde o ex-presidente Jair Bolsonaro cumpre prisão domiciliar. A decisão, porém, condiciona o acesso da funcionária à retenção do celular e de aparelhos eletrônicos durante o período de trabalho.

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A determinação foi assinada nesta quarta-feira (6). Segundo o despacho, os equipamentos deverão permanecer sob guarda dos agentes responsáveis pela segurança do local.

“Para a pessoa autorizada pela presente decisão também deverá ser realizada vistoria prévia, sendo que celulares ou quaisquer outros aparelhos eletrônicos deverão ficar em depósito com os agentes policiais que estiverem realizando a segurança”, diz a decisão.

O pedido foi apresentado pela defesa de Bolsonaro no mesmo dia. Os advogados afirmaram que a autorização era necessária para “viabilizar o acesso diário da funcionária à residência, em razão das atividades laborais por ela regularmente desempenhadas no imóvel”.

A medida segue o mesmo padrão adotado pelo STF para outras pessoas autorizadas a entrar no imóvel durante o cumprimento da prisão domiciliar.

Antes disso, a defesa também tentou autorizar o ingresso de Carlos Eduardo Antunes Torres, irmão de criação da ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro, para atuar como cuidador do ex-presidente. O pedido foi negado por Moraes sob a justificativa de que ele não possui formação na área da saúde.

Bolsonaro foi condenado a 27 anos e três meses de prisão, mas recebeu autorização para cumprir prisão domiciliar por motivos de saúde, após quadro de broncopneumonia.

A defesa também aguarda os efeitos da nova lei da dosimetria aprovada pelo Congresso após derrubada do veto do Lula. A mudança pode levar à revisão das penas relacionadas aos atos de 8 de janeiro.

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